Tamanho do texto

Em nove anos sem títulos, Sergio Marchionne demonstrou otimismo para a temporada de 2017 e deseja que a equipe da Ferrari volte a ser imbatível

Michael Schumacher e Sergio Marchionne, presidente da Ferrari
Divulgação
Michael Schumacher e Sergio Marchionne, presidente da Ferrari

Com destaque nos primeiros testes de 2017, a Ferrari foi inclusive apontada como favorita pelo rival. O piloto Lewis Hamilton, da Mercedes, chegou a elogiar a equipe italiana. "Não podemos tirar os olhos dela porque tem feito um trabalho muito bom até agora", disse recentemente o inglês.

LEIA TAMBÉM: Confira quais são os carros mais feios da história da Fórmula 1

Nem tudo são flores e, apesar do bom desempenho nos testes, ainda não se sabe na prática como será a temporada regular, que tem início em 26 de março. "Já são nove anos que não ganhamos o título. Este seria o décimo. Isso vai ter fim, ainda há espaço e tempo para corrigir os problemas", afirmou Sergio Marchionne, presidente da fabricante italiana, ao jornal "La Repubblica". "A Ferrari tem que voltar a ser imbátivel, como nos tempos em que Schumacher estava aqui".

LEIA TAMBÉM: Galvão Bueno sobre amizade com Ayrton Senna: "A gente se divertia demais"

Depois de muito silêncio, o dirigente demonstrou otimismo, já que no ano passado, a equipe italiana terminou em terceiro lugar, atrás da Mercedes e da RBR. "O novo carro é confiável. É um enorme passo em frente. Estrou acompanhando todos os resultados do teste de Barcelona e as coisas estão indo bem. Os pilotos (Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen) estão felizes", disse Marchionne.

"Os objetivos? Ganhar com certeza, isso é claro. Quando isso vai acontecer, eu não posso dizer. Mas estamos trabalhando para isso e estou feliz de como o carro tem se saído. É um carro melhor do que o do ano passado e não só porque eles mudaram as regras, mas da maneira como foi concebido", afimou.

LEIA TAMBÉM: "Não ter notícias é o mesmo que ter más notícias", diz ex-chefe sobre Schumacher

Nova era

Sergio Marchionne ainda comentou sobre a saída do britânico Bernie Ecclestone, que depois de quase 40 anos no cargo supremo da F1, deixou a gerência. "Devemos ser muito gratos a Bernie Ecclestone por tudo o que ele fez para o esporte, mas não devemos falar sobre ele no passado. Ele ainda está vivo", afirmou. O novo cargo foi ocupado por Ross Brawn, do grupo Liberty Media, que recentemente recebeu o aval de compra da Fórmula 1.