Tamanho do texto

"Ele se cobrava demais, excessivamente. Mas ao mesmo tempo tinha o Ayrton moleque... nós fazíamos cada molecagem juntos", lembrou Galvão

Galvão Bueno lembrou de causos com Ayrton Senna em entrevista ao canal oficial do ex-piloto no Youtube
Divulgação
Galvão Bueno lembrou de causos com Ayrton Senna em entrevista ao canal oficial do ex-piloto no Youtube

Depois de elogiar veementemente o tricampeão mundial de Fórmula 1, Ayrton Senna , o narrador Galvão Bueno, na segunda parte da entrevista concedida ao programa Senna TV, no canal oficial do ex-piloto brasileiro no Youtube, falou um pouco mais sobre a amizade que tinha com Senna, que faleceu no dia 1º de maio de 1994, após se acidentar no Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, na Itália.

"Ele se cobrava demais, excessivamente. Mas, ao mesmo tempo, tinha o Ayrton moleque. Ao mesmo tempo tinha o Ayrton, que, com os amigos, se divertia demais... nós fazíamos cada molecagem juntos, rapaz", disse. "Uma vez nós passamos 'super bonder' nas lentes dos óculos do Armando (Armando Botelho, empresário de Senna à época) e quando ele acordou em Mônaco ele não enxergava nada", lembrou Galvão Bueno sobre uma das brincadeiras que fez junto com Ayrton.

"Na viagem de trem de Tóquio Bay (Baía de Tóquio) pra Suzuka, o Berger (Gerhard Berger, ex-piloto de F1) dormiu, aí eu fiz sinal na mala dele para o Ayrton e o Ayrton pegou gel de barba, jogou pra mim, tinha um sapato em cima e eu enchi ali o sapato", contou.

LEIA MAIS: Rubens Barrichello conta história inédita sobre Ayrton Senna; assista

"Quando nós chegamos o Ayrton falou 'você ta perdido cara, porque a brincadeira do Berger é pesada'. E aí, tinha um evento, tínhamos que colocar terno, batemos no carro dele, ele tava bravo, que nem 'siri na lata', depois ainda o Ayrton pegou as roupas dele que tava pendurada, jogamos no corredor e chutamos, provocando...", continuou o narrador, que lembrou de quando o austríaco decidiu revidar.

"O Berger pegou o passaporte do Ayrton, quando estávamos voltando para Buenos Aires, pegou uma revista masculina com fotos femininas e cortou um pedaço e colou em cima da fotografia do passaporte em um voo. E o Senna, sem saber de nada, quando chegou lá, entregou o passaporte pro argentino, o argentino olhou e se assustou. Ele entrou porque era o Ayrton Senna", disse Galvão.

Trollada em Galvão

O narrador da Rede Globo falou também quando ficou em maus lençóis por conta de atitudes de Senna. "Embarcando em Miami, ele foi lá e prendeu um cadeado no cinto da minha calça. Aí o Armando falou 'faz isso não, Ayrton, vai passar ali (detector de metais) e vai apitar até...' 'ah, é verdade, então vamos abrir' e colocou outro. E na hora de eu entrar ele falava para o cara 'deixa ele entrar não que ele é maluco, cara que anda com cadeado pendurado na calça só pode ser maluco, cuidado com ele' me deu um trabalho, me vigiaram até... olharam tudo", disse.

Lado social

Galvão ainda deixou de lado histórias engraçadas para falar sobre o lado sério de Ayrton Senna e contou como o ex-piloto se preocupava com o Brasil.

LEIA MAIS: Schumacher "poderia estar trapaceando" na temporada em que Senna morreu

"Tem um outro lado do Ayrton, que era a preocupação com o País dele,a preocupação dele pelo Brasil, a preocupação social que ele tinha, daí a origem do instituo (Instituto Ayrton Senna), daí a origem de tudo. Ele seria hoje um dos grandes empresários do país, ele não ia querer ser deputado, isso se não colocasse na cabeça de ser presidente da república pra arrumar a casa", acrescentou Galvão Bueno.

Abaixo, confira o vídeo da entrevista completa