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No tempo como chefe da escuderia, Arrivabene não conseguiu superar a rival Mercedes; comando agora será do italiano Mattia Binotto

A Ferrari anunciou nesta segunda-feira (7) a saída do italiano Maurizio Arrivabene, 61 anos, do cargo de chefe de equipe. Ele será substituído pelo diretor técnico também italiano Mattia Binotto, de 49 anos.

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Maurizio Arrivabene deixou comando da Ferrari após quatro anos e sem conquistas
Divulgação/Ansa
Maurizio Arrivabene deixou comando da Ferrari após quatro anos e sem conquistas

"Após quatro anos de compromisso e incansável dedicação, Maurizio Arrivabene deixa a Scuderia Ferrari. A decisão foi tomada de comum acordo com os líderes da empresa, após uma profunda reflexão sobre as exigências pessoais de Maurizio e as da escuderia", diz uma nota oficial.

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Segundo comunicado, Binotto acumulará a gestão esportiva e técnica da equipe italiana. "Dedicamos a Maurizio os agradecimentos por parte de toda a Ferrari pelo trabalho desenvolvido e por ter contribuído para devolver a equipe a níveis extremamente competitivos", conclui a escuderia.

De acordo com o jornal esportivo La Gazzetta dello Sport , que antecipou a notícia, a equipe viveu uma atmosfera de "tensão e incerteza" nas últimas semanas, antes das festas de Natal. Binotto era pupilo do ex-presidente da Ferrari Sergio Marchionne, morto em julho passado, e projetou o carro usado por Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen na temporada 2018.

O agora ex-diretor, em 2016, ficou marcado por uma alfinetada dada ao piloto alemão. "Vettel não é um problema para a Ferrari, muito menos a solução. Ele faz parte do time e, como todos, é uma das soluções para atingir certos objetivos. Os dois pilotos são importantíssimos. O nosso interesse é que todos trabalhem pela equipe. E Seb, para o bem ou para o mal, está fazendo isso. Portanto, não é o problema", ao ser pedido um balanço daquela temporada.

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Arrivabene comandava a gestão esportiva da Ferrari desde novembro de 2014, originário da Philip Morris, patrocinadora da equipe. Em quatro temporadas, conquistou três vice-campeonatos no mundial de construtores e dois no de pilotos, ambos com Vettel.