Pouco antes de desempenho perfeito na última rodada da fossa olímpica dublê, Luiz Fernando Graça recebeu incentivo

Pela maneira como conquistou a medalha de bronze na prova da fossa olímpica dublê dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara , nesta quinta-feira, o atirador Luiz Fernando da Graça já teria motivos para estar emocionado: afinal, ele entrou na etapa decisiva da competição em desvantagem e, para chegar ao pódio, precisou completar uma série absolutamente perfeita, em que acertou todos os 50 pratos: um feito que não acontece todo dia.

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“Ainda não estou acreditando”, disse Luiz Fernando logo após a disputa. “É a melhor marca da minha vida. Nunca tinha feito isso numa competição oficial, e muita gente passa a vida toda sem fazer”, comemorou ele, para então contar um pouco mais de outro motivo para estar tão comovido: a relação com seu pai.

O pai de Luiz Fernando Graça, Luiz Graça, também é atirador. Em 2007, conquistou a vaga no Pan do Rio de Janeiro e a cedeu ao filho, que na ocasião terminou em 4º lugar. Normalmente, Luiz é o técnico de seu filho, mas em Guadalajara não pôde exercer a função porque já havia competido contra Luiz Fernando na seletiva brasileira para o Pan. A ajuda, então, veio por telefone.

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“Antes da final, meu pai me ajudou pelo telefone”, contou Luiz Fernando, cujo bronze foi a quinta medalha brasileira no tiro esportivo no Pan de 2011. “Ele disse: ‘concentre-se, seja você mesmo e faça o que você sabe fazer.’” Pelos 50 pratos acertados, era exatamente o incentivo de que Luiz Fernando precisava.

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