Apesar do "desafio", Fenômeno acredita que trocar o clube da Catalunha para defender o da capital francesa é "um passo para trás"

Ronaldo Fenômeno e Neymar: ambos defenderam o Barcelona
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Ronaldo Fenômeno e Neymar: ambos defenderam o Barcelona

Em agosto de 2017 Neymar deixou o Barcelona para ir ao Paris Saint-Germain . Por 222 milhões de euros, o brasileiro se tornou a maior transação da história do futebol mundial. Apesar de todo o glamour da operação, nem é todo mundo que concorda com a mudança do time catalão para o clube da capital da França e Ronaldo Fenômeno é uma destas pessoas.

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Durante um bate-papo com Zico, Ronaldo deu sua opinião sobre a transferência de Neymar e criticou a saída da Catalunha. "Bom, ele está agora no PSG. Mas eu acho assim, que esportivamente, a decisão que ele teve é um passo para trás. Quando voce está no Barcelona, vai para o PSG... Mas são desafios que cada um faz", disse. "Eu também, na minha época, jogava no Barcelona e fui para a Inter de Milão, quando o Campeonato Italiano era bem mais competitivo".

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Em uma entrevista à revista Veja , o ex-jogador já tinha, inclusive, comparado a saída do jovem craque do time catalão, com a sua, em 1997. "A saída do Neymar do Barcelona foi parecida com a minha. Se bem que eu fui para a Inter de Milão quando o Campeonato Italiano era bem mais forte do que o francês é hoje. Mas sou a favor do desafio, isso me motiva muito", afirmou Ronaldo.

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Briga de gerações

Ronaldo Fenômeno defendeu sua geração de jogadores. Em uma entrevista ao jornal alemão Sport Bild , o três vezes eleito o melhor do mundo pela Fifa (1996, 1997 e 2002), avaliou a disputa entre os atuais protagonistas na última década. Desde 2008, o prêmio ficou dividido entre cinco para Cristiano Ronaldo e outros cinco para Lionel Messi.

"Na minha geração, o nível era muito maior do que hoje em dia. Sem querer diminuir a importância nem menosprezar Messi e Cristiano Ronaldo . Eles ainda vão brigar pelo título de melhor jogador do mundo nos próximos anos. Mas na minha época nós tínhamos Zidane, Figo, Rivaldo, eu e Ronaldinho. Essa era uma geração em que ser o melhor era muito mais difícil", disse o ex-Real Madrid.

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