Palco de brigas, estádio de Brasília é o que tem segurança mais cara no País

Por Pedro Taveira - iG São Paulo | - Atualizada às

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Juntos, Flamengo e Vasco gastaram R$ 114 mil com policiamento nas partidas contra São Paulo e Corinthians, que foram marcadas por violência entre torcidas organizadas

R$ 114 mil. Este foi o valor que, juntos, Flamengo e Vasco gastaram com segurança em suas últimas partidas no estádio Mané Garrincha, em Brasília. A medida, porém, não evitou as cenas de brigas protagonizadas com torcedores de São Paulo, no caso dos rubro-negros, e Corinthians, como fizeram os vascaínos.

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Os números estão nos borderôs dos jogos. A diretoria flamenguista desembolsou R$ 76.500 com seguranças. Mesmo assim, torcedores de Flamengo e São Paulo se enfrentaram nos arredores da arena no último dia 18, pelo Brasileirão. De acordo com a administração do Estádio Nácional de Brasília, a contratação do policiamento fica a cargo do promotor do evento, ou seja, o clube carioca.

Pior aconteceu no duelo entre Vasco e Corinthians, realizado há uma semana. O confronto entre as torcidas aconteceu nas próprias arquibancadas. Isso apesar de o time cruz-maltino ter gastado R$ 37.500 em segurança, de acordo com o boletim financeiro da partida.

Os valores são muito altos se comparados ao que outras equipes da Série A desembolsam em suas partidas como mandantes. Por exemplo, na semana seguinte ao empate com o Flamengo, o São Paulo recebeu o Fluminense no Morumbi. O gasto com policiamento foi de somente R$ 5 mil, mesmo valor pago pelo Corinthians diante em seus compromissos no Pacaembu uma rodada antes.

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Sete dos 12 corintianos presos na Bolívia foram liberados na noite de quinta-feira, dia 6 de junho. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersCorintiano exibiu a bandeira do Brasil ao deixar a prisão na Bolívia. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersOs 12 corintianos presos em Oruro. Eles são investigados pela morte de Kevin Beltrán Espada durante a partida entre Corinthians e San José. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersCorintianos participam de jogo com outros presidiários na cadeia de Oruro. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersCorintianos posam para fotos com bolivianos em presídio de Oruro, onde estão presos desde 20 de fevereiro. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersCorintianos presos em Oruro, na Bolívia. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersCorintianos presos usam camisa em homenagem a Kevin Beltrán. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersCorintianos na quadra do presídio San Pedro, em Oruro, na Bolívia. Foto: Daniel Rodrigo/ReutersOs torcedores corintianos foram transferidos para um presídio de Oruro. Foto: APTorcedores da Gaviões da Fiel fizeram protesto em frente ao Consulado da Bolívia em São Paulo. Foto: Gazeta PressTorcida pediu por justiça aos detentos de Oruro. Ela alega que eles são inocentes. Foto: Gazeta PressTorcida do Corinthians protesta em frente ao Consulado da Bolívia na Avenida Paulista. Foto:  J. Duran Machfee/Futura Press

Já o Bahia desembolsou R$ 11 mil quando jogou contra o Náutico na Fonte Nova, enquanto o Atlético-MG investiu R$18 mil na guarda patrimonial de Belo Horizonte na partida com a Portuguesa. O Criciúma, R$ 3 mil no duelo diante do Coritiba. O Santos, R$ 2 mil contra o Vitória.

Curiosamente, foi em Brasília outro custo elevado com segurança. Quando jogou contra o Goiás no estádio Mané Garrincha, na 13ª rodada, o Botafogo teve de gastar os mesmos R$ 76.500 que o Flamengo.

Brasília é sinônimo de alto custo
Não são somente os gastos com segurança que fazem o estádio de Brasília um lugar caro para se mandar um jogo. Taxas da Federação Brasiliense de Futebol, “operacional do estádio” e “ocupação do estádio” são alguns exemplos que fazem o preço das despesas disparar.

O duelo entre Vasco e Corinthians teve despesa total de R$ 1.229.269,12. Já o encontro de Flamengo e São Paulo, R$ 1.362.134,10. Questionada pelo iG Esporte, a administração do Mané Garrincha respondeu que o único gasto pela qual é responsável é a “ocupação”, que corresponde ao aluguel da arena.

“De acordo com decreto 34.561/2013, a locação do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha para partidas de futebol tem a taxa fixada em 15% da renda bruta arrecadada. Esse percentual é reduzido para 13% no caso de locação por quatro jogos”, disse a Coordenadoria de Comunicação da arena.

O restante, segundo Moura, fica a cargo dos clubes mandantes. A reportagem não conseguiu contato com as diretorias de Flamengo e Vasco.

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