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Durante o Mundial de Vôlei Masculino, Wallace e Maurício Souza fizeram o 17 com os dedos, número do candidato a presidência Jair Bolsonaro (PSL)

Os jogadores da seleção Wallace e Maurício fizeram o número 17 em foto após vitória sobre a França
Reprodução/ Instagram CBV
Os jogadores da seleção Wallace e Maurício fizeram o número 17 em foto após vitória sobre a França

Após a vitória sofrida do Brasil contra a França, na segunda rodada do Mundial Masculino de Vôlei, na última quinta-feira, a Confederação Brasileira de Vôlei  (CBV) postou uma foto em seu Instagram que causou polêmica.

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Na imagem de comemoração dos atletas, dois jogadores da seleção , Wallace e Maurício Souza, aparecem fazendo o número 17. O oposto Wallace fez com os dedos o número 7 e Souza seguiu com o número 1. Seguidores da página relacionaram o gesto a uma suposta manifestação política em apoio ao candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL).

A foto foi postada na conta oficial da CBV e no site da Federação Internacional de Vôlei (FIVB). Com a repercussão negativa, a Confederação achou melhor apagar a postagem. Questionada pela reportagem da Folha de S. Paulo, responderam que apesar de ‘não se permitir controlar redes sociais de atletas, não compactua com manifestações políticas’.

No geral, as entidades esportivas não compactuam com a exposição de assunto político entre os atletas. O Comitê Olímpico Internacional (COI) , por exemplo, desautoriza expressamente manifestações políticas nas Olimpíadas, assim como a FIFA no futebol, sob o risco de multas e exclusões.

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Segundo a reportagem da Folha, no site da FIVB não é possível encontrar qualquer documento que tenha relação com o assunto. A única proibição é em relação aos uniformes de atletas de vôlei de praia.

Na internet, os fãs da modalidade se dividiram entre achar que os atletas têm o direito de se manifestar e outras pessoas que acreditam que mostrar lado político não é interessante no cenário da seleção brasileira.

Veja a seguir a nota divulgada pela CBV sobre o assunto:

“A CBV repudia qualquer tipo de manifestação discriminatória, seja em qualquer esfera, e também não compactua com manifestação política. Porém, a entidade acredita na liberdade de expressão e, por isso, não se permite controlar as redes sociais pessoais dos atletas, componentes das comissões técnicas e funcionários da casa. Neste momento, a gestão da seleção irá tomar providencias para não permitir que aconteçam manifestações coletivas”.

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O Campeonato Mundial de Vôlei Masculino de 2018 está em sua 19ª edição e acontece entre os dias 09 de setembro e 30 de setembro em dois países: Itália e Bulgária, passando por nove cidades. Os jogadores da seleção  estão no grupo B em terceiro lugar com cinco pontos atrás de Canadá e França. Holanda, China e Egito completam o grupo.

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