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Ginasta publica vídeo nas redes sociais que resgata sua trajetória em Olimpíadas; relembre os momentos decisivos da carreira do brasileiro

Diego Hypólito prata solo Rio 2016
RODOLFO BUHRER/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO
Diego Hypólito prata solo Rio 2016

"Nunca desista dos seu sonho". Essa é a mensagem que Diego Hypolito deixa após conquistar uma medalha de prata na Olimpíada.

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Nesta quinta-feira, o ginasta publicou um vídeo no Instagram com imagens de seu desempenho no solo nas últimas três edições dos Jogos: Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016. Relembre abaixo os momentos decisivos da carreira de Diego --do pesadelo do tombo na China ao sonho da medalha no Brasil. 

CAIR

Para quem não se lembra, em 2008, Diego Hypolito era o favorito ao topo do pódio, principalmente depois de obter a maior nota nas classificatórias. Mas, uma queda de bunda na última acrobacia da série o deixou na sexta colocação. Desolado, o brasileiro chorou copiosamente, desacreditando no que havia acabado de acontecer.

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"Eu não acredito que eu perdi, eu não acredito", dizia Diego, que, naquela época, já bicampeão mundial no aparelho (2005 e 2007), julgava ser imbatível. "Não deu dessa vez", lamentou, cheio de lágrimas no rosto.

Nunca desista de seus sonhos!

Um vídeo publicado por Diego Hypolito (@diegohypolito) em

Em  Londres, outra grande decepção. Embora não chegasse àquela Olimpíada com tanta expectativa sobre suas costas, o ginasta era um dos favoritos para ir à final. Nem isso conseguiu. Na fase de classificação, caiu literalmente de cara no chão e se despediu dos Jogos precocemente.

"Não sei, não sei, amarelei, só pode ser isso. Amoleceu minhas pernas. Fico triste por tudo isso. Muitas pessoas me ajudaram”, falou, após o episódio.

“Caí de novo, decepcionei de novo. Quero pedir desculpa por esse fracasso e essa competição horrorosa. Não sei o que aconteceu comigo. Cheguei aqui e caí, caí de cara. Estou decepcionado e bravo comigo. Talvez eu não mereça”, acrescentou o brasileiro.

LEVANTAR

A redenção de Diego veio, justamente, no quintal de sua casa, diante de milhares de torcedores que o empurravam a cada sequência, vibravam com cada acrobacia na Arena Olímpica do Rio. Classificado com a quarta melhor nota das eliminatórias, porém, ele precisaria se superar como nunca. Qualquer erro seria irreparável.

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Para ter chance de pódio, o brasileiro aumentou o grau de dificuldade da série no solo. Era a hora de espantar seus fantasmas. Concentrado e respirando fundo entre os movimentos, Diego fez uma apresentação quase impecável, que arrancou gritos ensurdecedores das arquibancadas. A satisfação estava escancarada em sua cara ao término da prova. Oito anos mais tarde, ele, enfim, acordava de um pesadelo.

Um a um, seus maiores rivais (exceto o britânico Max Whitlock, primeiro colocado) foram cometendo erros inesperados, e o sonho da medalha olímpica tornava-se possível. Mais lágrimas. Muitas lágrimas. Mas, desta vez, de felicidade e com a prata garantida no pescoço.