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Felipe Castanheira / Divulgação
Marcelo Melo

Detentor de grandes títulos ao longo da carreira, Marcelo Melo construiu uma trajetória sólida no tênis. Nas duplas, o brasileiro conquistou dois Grand Slams (Roland Garros e Wimbledon), foi finalista do US Open, chegou a ser número 1 do ranking e colecionou troféus mundo afora. Mas para tornar sua história ainda mais vencedora, Melo segue buscando o objeto de desejo de todo atleta de alto nível: a medalha olímpica.

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Nos Jogos de Tóquio , em 2021, Marcelo estará com 37 anos e terá, possivelmente, sua última chance de conquistar um pódio olímpico. No Japão, ele reeditará a dupla com Bruno Soares , parceria que também aconteceu nas Olimpíadas de 2016, no Rio, e nos Jogos de Londres, em 2012. Marcelo não esconde o quanto será importante para ele a disputa na terra do sol nascente.

“Com certeza vai ser especial jogar mais uma Olimpíada. Ainda não dá para saber se vai ser realmente minha última ou não, mas o Japão é um lugar muito especial. Eu gosto demais do Japão e poder disputar uma Olimpíada lá realmente vai ser muito especial. Vou sentir muitas emoções. Logicamente vou pensar em todas que já joguei e vamos ver como vou estar até lá”, pontuou o tenista, em entrevista exclusiva ao iG.

Melo foi um dos muitos atletas que celebrou a decisão do COI (Comitê Olímpico Internacional) de mudar as Olimpíadas para 2021, em função da pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2). Com a nova data já definida (entre 23 de julho e 8 de agosto), o tenista falou sobre a mudança de planos em relação à preparação para os Jogos.

“A gente tinha como foco fazer alguns treinamentos e a disputa de dois torneios (Munique e Stuttgart) para servir como preparação para as Olimpíadas. Logicamente, agora tudo vai mudar. Temos ainda que sentar e conversar para ver como vamos fazer a programação visando as Olimpíadas”, explica.

Ao lado de Bruno Soares, Melo tentará alcançar no Japão não só um objetivo pessoal, mas também algo inédito para o tênis nacional, já que as gerações anteriores nunca conquistaram uma medalha olímpica para o Brasil no tênis. Caso o tão sonhado pódio não venha, a esperança estará depositada na futura geração, que já começa a despontar nas quadras.

O representante mais famoso dessa nova safra de tenistas brasileiros é Thiago Wild , que é visto como um jogador com futuro promissor. Em março deste ano, com apenas 19 anos, Thiago conquistou o ATP 250 de Santiago, no Chile, e se tornou o brasileiro mais jovem a vencer um torneio ATP, superando Gustavo Kuerten, que levantou seu primeiro caneco aos 20 anos.

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Quando perguntado sobre as revelações do tênis brasileiro, Marcelo Melo se mostra otimista:

“Acho que a nova geração vem jogando muito bem. O Thiago Wild é um excelente jogador e provou isso agora no começo do ano. Ele ainda é muito novo e já vem com grandes resultados. Então é importante ele manter o foco, continuar os treinamentos com a equipe que ele vem trabalhando há um tempo, que os resultados continuarão e com certeza ele fará muita coisa grande ainda. Ele está só no começo”, diz Melo.

Bem servido de duplistas (Marcelo Melo ocupa atualmente a 5ª colocação e Bruno Soares a 25ª), o tênis brasileiro sofre com a ausência de um nome de destaque na simples desde Guga . Para Melo, a dificuldade em formar novas estrelas está ligada a diversos fatores.

“É muito difícil saber uma fórmula exata para o Brasil ou vários países fazerem jogadores se destacarem no tênis. Os EUA, a Espanha e outros países que contam com várias opções e com grande potencial monetário, tentam fazer jogadores novos e às vezes não conseguem durante muito tempo. Então é difícil saber. É lógico que a formação de treinadores é muito importante, assim como a formação de base, mas é muita coisa envolvida para conseguir fazer um jogador de nível top”, conclui.

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