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Nigel Owens é considerado o melhor juiz do mundo no rugby, tendo apitado a final da Copa do Mundo de 2015

Árbitro Nigel Owens teve uma fase conturbada na sua vida, mas deu a volta por cima
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Árbitro Nigel Owens teve uma fase conturbada na sua vida, mas deu a volta por cima

Nigel Owens, experiente e conhecido árbitro galês de rugby que dirigiu a final da Copa do Mundo do esporte em 2015 entre Nova Zelândia e Austrália - vencida pelos neozelandeses -, fez revelações bombásticas numa entrevista concedida à rede britânica BBC.

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O árbitro de 45 anos de idade, que assumiu há uma década ser homossexual, falou sobre a fase de desespero que viveu quando descobriu, aos 19 anos, sua verdadeira opção sexual.  Ele revelou uma conversa que teve com um médico. "Não quero ser gay. Posso ser castrado quimicamente?", lembrou.

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Owens falou também sobre os graves problemas de saúde que teve (bulimia), além do uso de esteróides. Por conta de tudo que viveu e de todo preconceito das pessoas, ele admite que pensou em suicídio. "A arma estava encostada ao peito, no pescoço, por baixo do meu queixo. Estava pronto para apertar o gatilho", contou.

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Uma foto publicada por Nigel Owens (@nigelrefowens) em

Pressão na final do Mundial?

Considerado por muitos o melhor juiz de rugby da atualidade e também de toda história da modalidade, Nigel Owens resolveu seguir em frente na vida e foi coroado com a escolha para apitar a final do Mundial no mítico Estádio de Twickenham, em Londres, diante de 85 mil pessoas nas arquibancadas e mais milhões assistindo em suas casas.

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E o árbitro admite que não sentiu qualquer tipo de pressão. "Isso não foi nada comparado com o desafio de aceitar quem eu era. Me aceitar como eu realmente sou salvou a minha vida", finalizou.

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