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Sempre polêmico, presidente norte-americano chegou a pedir demissão dos jogadores da liga profissional

Em mais uma das suas polêmicas de governo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump , voltou sua artilharia para os jogadores da NFL e também para a maior estrela da atualidade do basquete do país, Stephen Curry.

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No primeiro caso, Trump criticou os jogadores da NFL que se ajoelham durante a execução do hino nacional. No ano passado, no meio dos protestos sobre a morte de negros inocentes por policiais norte-americanos, alguns jogadores começaram a se ajoelhar como forma de protesto às mortes.

Jogadores da NFL se ajoelharam durante execução do hino dos EUA como forma de protesto contra Donald Trump
Twitter/Reprodução
Jogadores da NFL se ajoelharam durante execução do hino dos EUA como forma de protesto contra Donald Trump

Neste sábado, ele afirmou que os jogadores que fizessem esse tipo de protesto "deveriam ser demitidos" porque é "uma falta de respeito total com a nossa história nacional e com tudo que defendemos". Ao falar sobre o caso, ele ainda usou uma frase de seu reality show, "O Aprendiz" para dizer o que os donos das franquias deveriam fazer. "Você está despedido", afirmou.

A reação foi imediata. O comissário da liga profissional de futebol americano, Roger Goodell, afirmou que "o presidente mostra uma total falta de respeito para os nossos campeões e sobre as ideias dos outros".

Já o dono da franquia do New England Patriots, vencedor do último Superbowl, Robert Kraft, afirmou que estava "profundamente decepcionado" com Trump - do qual foi um dos maiores apoiadores durante a campanha eleitoral.

"Eu estou profundamente decepcionado pelo tom usado pelo presidente. Nossos jogadores são inteligentes, racionais e se preocupam profundamente com a nossa comunidade. Eu apoio o direito deles causarem pacificamente uma mudança social", emitiu em nota.

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Em um artigo publicado na revista "Sports Illustrated", a NFL emitiu uma nota oficial em que afirma que a entidade e "nossos jogadores estão melhores quando ajudamos a criar um senso de unidade em nosso país e nossa cultura".

"Não há exemplo melhor do que a extraordinária resposta dos nossos times e atletas aos terríveis acidentes naturais que esperamos no último mês. Comentários segregadores como esses demonstram uma infeliz falta de respeito com a NFL, nosso grande esporte e todos os nossos jogadores, e uma falha ao entender a esmagadora força do bem que nossos times e atletas representam em nossa comunidade", disse a entidade.

Colin Kaepernick se ajoelhou durante a execução do hino nacional
NFL/DIVULGAÇÃO
Colin Kaepernick se ajoelhou durante a execução do hino nacional

Em sua fala, Trump ainda afirmou que o ex-quarterback do San Francisco 49ers Collin Kaepernick, que iniciou os protestos que se espalharam para diversos esportes, era um "filho da puta". A mãe do jogador, Teresa Kaerpernick, usou sua conta no Twitter e afirmou que "então, isso me faz uma puta bem feliz".

Neste domingo, como forma de protestar contra o mandatário, todos os jogadores do Jacksonville Jaguar e do Baltimore Ravens se ajoelharam durante o hino nacional. Atrás deles, os técnicos, comissão e donos de equipes colocaram a mão nos ombros deles em sinal de apoio.

No entanto, Trump não esmoreceu e pediu um "boicote" aos jogos da NFL. "Se os torcedores da NFL rejeitarem ir às partidas até quando os jogadores não pararem de não respeitar nossa bandeira e o nosso país, veremos rápidas mudanças. Demissão ou suspensão", escreveu em seu Twitter.

Polêmica também na NBA

Em outra polêmica, Trump "retirou" o convite para a visita do Golden State Warriors à Casa Branca, como é tradicional com os times campeões da NBS. Isso porque o astro da equipe, e aquele que é apontado como o melhor jogador em atividade na competição, Stephen Curry, afirmou que não desejava ir ao encontro do republicano.

"Eu não quero ir. É tipo o núcleo das minhas crenças. Mesmo se fosse, esta seria uma conversa bastante curta. Nós não defendemos basicamente o que o nosso presidente defende, as coisas que ele disse e as coisas que ele não disse nos momentos certos", afirmou Curry durante a semana.

Stephen Curry, astro da NBA
Divulgação
Stephen Curry, astro da NBA

Neste sábado, o republicano afirmou que "como Curry estava hesitando", o "convite foi retirado".
A repercussão também foi imediata nas redes sociais. "Rival" do astro dos Warrior, LeBron James usou seu Twitter para ironizar a decisão. "Stephen Curry já disse que não ia! Portanto, não há convite. Ir para a Casa Branca era uma grande honra antes de você aparacer por lá", escreveu.

Outra lenda do basquete norte-americano, Kobe Bryant, afirmou em seu Twitter que "um presidente cujo só o nome causa divisão e raiva. De quem as palavras inspiram divisão e ódio não pode 'fazer a América grande de novo".

Em nota oficial, o Golden State Warriors também criticou Trump. "Enquanto nós pretendíamos como time ter a primeira oportunidade para discutir uma potencial visita à Casa Branca, nós aceitamos que o presidente Trump deixou claro que nós não estamos convidados. Nós acreditamos que não há nada mais americano do que nossos cidadãos terem o direito de se expressar livremente no que realmente é importante para eles", escreveu o clube.

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"Nós estamos desapontados que não teremos durante esse processo de compartilhar nossas visões ou abrir um diálogo nos problemas que impactam nossas comunidades e que nós acreditamos ser importantes debater", continua a nota.

Ao fim, a nota dá uma "alfinetada" em Trump, ao afirmar que os Warriors visitarão a capital do país em fevereiro "para celebrar a igualdade, a diversidade e a inclusão - valores que nós abraçamos como uma organização". O presidente estã muito mal visto na NBA e também na NFL.

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