Atleta é acusada de assassinato
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Atleta é acusada de assassinato

Reconhecida atleta da República Dominicana nos anos 2000,  Juana Castillo , que participou dos  Jogos Pan-Americanos no Rio de Janeiro de 2007, está em prisão domiciliar acusada de assassinar o marido com uma tesoura.

Ela, que estabeleceu o recorde daquele país no heptatlo (uma competição de atletismo composta por sete provas combinadas), com 5.860 pontos durante os XXII Jogos Ibero-americanos de Atletismo, realizados em maio de 2006 (onde ganhou a medalha de ouro), contou à polícia que teria passado vários dias na casa dos pais, após uma discussão causada pelo ciúme do marido, que era 15 anos mais novo.

No entanto, segundo a versão da acusada, quando ela voltou para casa, seu companheiro, Luis Disla, tentou atacá-lo fisicamente com uma tesoura e ameaçou "rasgar o seu clitóris por ciúmes".

Ela disse aos investigadores que, na luta que eles mantiveram, seu parceiro largou a tesoura e, aproveitando a oportunidade, ela acertou o ex-companheiro no peito. Após o ocorrido, a própria atleta levou o marido ao hospital.

Disla recebeu os primeiros socorros no Hospital Teófilo Hernández, em El Seibo, onde foi internado, mas quando foi transferido para o Hospital Doctor Antonio Musa, em San Pedro de Macorís, não resistiu e morreu de hemorragia. 

A atleta ficará em prisão domiciliar enquanto o processo é investigado. Os advogados de Castillo, Guillermo Nolasco e Félix Postes, afirmam que ela agiu em legítima defesa. Lembram ainda que foi ela quem levou o marido ao hospital, tentando evitar a morte. Eles garantiram, ainda, que a atleta permanecerá na casa de um parente nesse período.

Ao sair da prisão, ela agradeceu o apoio. "Não tenho como agradecer a todas as pessoas que me apoiaram, a todos que fizeram a sua parte, a meus amigos no exterior, a todo o país, a todos que acreditaram em mim, porque, embora eu não seja inteiramente livre, vou para casa. Obrigado do fundo do meu coração", disse Castillo, que ficou aproximadamente 15 dias presa.

O Ministério Público havia solicitado três meses de detenção preventiva como medida coercitiva, alegando perigo de fuga. Porém, por conta da pandemia do novo coronvírus, a juiza definiu pela prisão domiciliar. 

Diante do ocorrido, alguns atletas se manifestaram na internet, oferecendo apoio a Castillo.


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