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Atletas de diversas modalidades olímpicas, como vôlei e basquete, são suspeitos de usarem substâncias proibidas entre os anos 1980 e 1990

A ex-médica da equipe olímpica da China Xue Yinxian , 79 anos, acusou mais de 10 mil atletas chineses de utilizaram substâncias proibidas para disputar competições. A denúncia foi divulgada pela emissora alemã ARD e será investigada pela Agência Mundial Antidoping (Wada), que recentemente desmascarou um grande esquema de doping do atletismo russo.

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Xue Yinxian, ex-médica da equipe olímpica chinesa, acusou mais de 10 mil atletas chineses de doping
Divulgação
Xue Yinxian, ex-médica da equipe olímpica chinesa, acusou mais de 10 mil atletas chineses de doping

Segundo Yinxian, o uso das substâncias proibidas pelos atletas chineses teria acontecido entre os anos 1980 e 1990, em diversas modalidades, como futebol, vôlei, basquete, tênis de mesa, salto ornamental, ginástica e levantamento de peso.

A ex-fisioterapeuta comentou que as substâncias eram aplicadas até em "crianças de 11 anos" e que quem não aceitasse o método era considerado "um perigo para o país". Ainda de acordo com a médica, ela foi demitida do time olímpico chinês por ter se recusado a dar substâncias proibidas a uma ginasta. Recentemente, ela pediu asilo político na Alemanha.

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Em nota, a Wada afirmou que irá apurar a denúncia, além de convocar uma equipe para investigar e analisar as informações sobre o assunto.

Caso recente

Doping de atletas russos Em 2015, um escândalo de doping atingiu a equipe olímpica da Rússia, que foi proibida de disputar os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, e os Mundiais de diversas modalidades. Em um relatório criado a pedido da própria Wada pelo investigador Richard McLaren, o país foi acusado de um esquema "de Estado" para dopar atletas de alta performance em mais de mil casos. No entanto, em setembro deste ano, 95 dos 96 atletas russos investigados pelo uso de doping foram absolvidos por "insuficiência de provas".

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Nos últimos anos, a Wada e o Comitê Olímpico Internacional (COI) tem refeito dezenas de exames realizados durante as Olimpíadas de Atenas, Pequim e Londres com métodos mais modernos de detecção de substâncias proibidas. Vários atletas já perderam suas medalhas por conta dos novos testes, o que pode acontecer com atletas chineses.