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“Levei a bandeira do time para o cume da montanha, foi uma maneira simbólica de lembrar as vítimas daquela tragédia”, afirmou Hélio Fenrich

O alpinista Hélio Fenrich com a bandeira da Chapecoense no cume do monte Kilimanjaro
Arquivo pessoal
O alpinista Hélio Fenrich com a bandeira da Chapecoense no cume do monte Kilimanjaro

O alpinista Hélio Fenrich, paranaense radicado em Santa Catarina, está na Tanzânia e acaba de conquistar o topo da maior montanha do continente africano. A chegada ao cume do Kilimanjaro aconteceu após seis dias de expedição e ele então decidiu homenagear a Chapecoense, clube que sofreu com a queda de um avião em novembro passado, que dizimou praticamente todo o elenco e comoveu o Brasil e o mundo.

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“Levei a bandeira do time para o cume da montanha, foi uma maneira simbólica de lembrar as vítimas daquela tragédia”, ponderou o alpinista , que superou a forte chuva da Tanzânia e precisou de muita energia e paciência para chegar ao topo.

“Em duas situações, os equipamentos ficaram molhados. Você não leva botas ou tênis adicionais, então, minha preocupação era não ter roupa seca para ir ao cume”, acrescentou e revelou que a saída do acampamento, localizado na altura de 4,6 mil metros, ocorreu à 1h da madrugada com temperatura em torno de cinco graus negativos.

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“Quando estávamos a cinco mil metros a temperatura chegou a dez graus negativos e assim continuou até o topo. Nesse dia, foram 7h50 de subida”, continuou.

Descida

Para descer, o alpinista relata que foi bem mais tranquilo e ainda conta como foi importante ter um bom condicionamento físico. “Treinei muita descida de montanha antes de partir para o Kilimanjaro e isso me ajudou bastante. Como levei mais dias para chegar ao cume consegui me adaptar. Ano passado, no Monte Elbrus, na Rússia, tudo foi mais rápido”, afirmou.

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A montanha Kilimanjaro, que o alpinista subiu, é considerada a maior da África e está localizada no nordeste da Tanzânia na fronteira com o Quênia. No total, tem 5.895 metros de altura e está em meio a uma planície de savana. No entorno ainda tem um vulcão adormecido coberto de neve.

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