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Ex-lutador sonhava em ser campeão mundial em cima de Randy Couture, com quem em 2009, protagonizando uma das lutas mais históricas do MMA

Há pouco mais de 10 anos - 10 anos e 28 dias para sermos mais exatos - Rodrigo Minotauro faria uma das lutas mais memoráveis da história do MMA e uma das principais de sua carreira, segundo o próprio lutador. A vítima? Randy Couture, que já havia sido campeão do UFC em duas categorias diferentes, Peso Pesado e Meio Pesado, e um dos grandes ídolos do brasileiro.

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Reprodução/Instagram
Rodrigo Minotauro


Em entrevista exclusiva com o iG Esporte, Rodrigo Minotauro mostrou que ainda tem boas lembranças do combate. "A gente já esteve perto de lutar duas vezes no Japão, uma vez me convidaram também para fazer uma luta especial contra ele pelo cinturão, mas por questão contratual não deu certo", relembrou. Oito anos depois, em 2009, a luta aconteceu em Oregon, casa do norte-americano.

"Eu estava com o quadril muito machucado, me mudei para os Estados Unidos, peguei o melhor treinador americano e passei  quatro meses no alojamento, dormindo em uma cama de solteiro, pequenininha, para ficar no clima da luta e a gente saiu com o resultado positivo, foi uma luta memorável, uma das grandes lutas e que divulgaram o esporte aqui do Brasil", disse.

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A luta contra Couture está no top five do ex-lutador e marcou o combate de um atleta com seu ídolo. "Eu comecei a lutar em 99, mas ele tinha sido campeão do UFC em 97, eu deslumbrava ele como o melhor do mundo", comentou ele. "Eu até fiz uma brincadeira com minha irmã quando comecei a lutar. Ela falou 'você vai começar a lutar MMA?' e eu respondi: 'Não, eu vou ser campeão mundial em cima do Randy Couture' e essa luta aconteceu depois de 10 anos".

O MMA brasileiro

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Reprodução/Instagram
Rodrigo Minotauro

Grande fã dos lutadores brasileiros, Minotauro é direto ao ser questionado sobre o momento do Brasil no esporte: nova geração. Segundo ele, o pais passa por uma mudança de gerações e é preciso paciência por parte da torcida. "A troca de geração tem Borrachinha, Raoni Barcelos, mas o momento do MMA brasileiro é o feminino, tem a Jéssica Andrade, a Amanda Nunes".

Hoje, segundo Minotauro, são 96 atletas brasileiros no Ultimate, mas pelo fato do UFC estar "muito internacional" o rendimento dos brasileiros acabou caindo nos últimos tempos. "O Voo, fuso horário, é muito cansativo, a tendência dos atletas que lutam fora de casa é perder, 72% dos atletas que lutam fora de casa perdem, mas em casa, no UFC Brasil, a gente ganha 8 lutas em um card de 12 lutas", completou.

O ex-atleta discorda que o MMA esteja em baixa no Brasil e prova disso é a popularidade do esporte. "O UFC é o segundo esporte mais visto em audiência do Brasil, todos os sábados, eu sempre estou andando por São Paulo e pelo Rio, os bares estão ligados no Combate, SporTV, é um movimento bem grande, todo mundo para pra ver, é um movimento que não acabou".

De fato, o Ultimate realiza três eventos no Brasil todos os anos. São Paulo e Rio são locais sempre certos, a terceira cidade neste ano foi Fortaleza, quando José Aldo bateu Renato Moicano, e as coisas devem continuar iguais nos próximos, além de eventos na América Latina e América do Sul, como recentemente no Uruguai e México.

Já os fãs de São Paulo, que tanto reclamam de cards fracos na capital paulista, podem aguardar um evento numerado futuramente. É o que acredita Minotauro.

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Como um grande fã de brasileiros, o Rodrigo Minotauro elegeu Amanda Ribas, Raoni Barcelos, Borrachinha e Charles "do Bronx" como os lutadores em atividade que mais gosta atualmente no Brasil. Já no exterior, ele gosta de ver Nate Diaz lutando e está ansioso para vê-lo lutar novamente, em novembro.