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Técnico da seleção brasileira também afirmou que gostaria de ouvir os conselhos do técnico alemão, Joachim Löw, e que a "briga" por posição é boa

Apesar de muito se falar em revanche do 7 a 1 , o amistoso do Brasil contra a Alemanha , nesta terça-feira, para o técnico Tite, será apenas mais uma partida importante antes do início da Copa do Mundo, em junho. Em entrevista coletiva no estádio Olímpico, em Berlim, nesta segunda, ao lado do auxiliar Cleber Xavier, o treinador reforçou a relevância de seus comandados jogarem bem diante dos atuais campeões mundiais.

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O técnico Tite concedeu entrevista coletiva antes do amistoso contra a Alemanha, em Berlim
Pedro Martins / MoWA Press
O técnico Tite concedeu entrevista coletiva antes do amistoso contra a Alemanha, em Berlim

"Jogar em alto nível, buscar a proposta com imposição, de forma leal. Tentar traduzir em desempenho, procurar ser melhor, contundente, agressivo. Por vezes o futebol não transforma desempenho em resultado, mas o processo nós podemos conduzir. Desempenho nós temos condição de controlar, é de nossa responsabilidade. Coletivo, técnico, físico, mentalmente saber suportar a pressão de vir para um jogo importante, onde se sentem constrangidos em falar do 7 a 1, talvez por respeito", disse Tite .

O comandante brasileiro afirmou também que gostaria de receber conselhos do técnico da seleção alemã, Joachim Löw, horas após o alemão responder a um jornalista que Tite não precisava de conselhos.

"Gostaria de ouvir porque o Tite precisa, é incompleto, tem uma série de defeitos, é ansioso, muda o semblante, fica mais concentrado. Mas também sabe administrar. Tenho o agradecimento a um monte de atletas e clubes que me deram oportunidade de estar aqui. Mas preciso bastante da parceria da comissão, das relações. Ele (Löw) foi simpático comigo", afirmou.

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Por mais que o amistoso não seja tratado como uma partida da mesma importância da que aconteceu na semifinal da Copa de 2014, muitas perguntas ao treinador foram sobre o 7 a 1, e ele foi claro ao responder.

"Foi falado bastante sobre o momento, da equipe forte da Alemanha, confiança alta, em competir de forma leal, vencer o Brasil com o placar dilatado e nós aplaudirmos e reconhecermos. Isso mostrou a grandeza do esporte. Teve a qualidade, um dia emblemático, prefiro ver a qualidade do que outra situação. O sentimento de frustração todos nós tivemos, humanamente é inevitável. Ficamos chateados e vocês foram melhores. Encaramos de forma verdadeira, como as coisas têm que ser", enfatizou.

Vagas abertas

Tite falou também sobre as brigas por posições dentro da equipe e seu auxiliar revelou que alguns jogadores, apesar de terem jogado poucos minutos, poderão, sim, estar na Copa 2018.

"Há disputas dentro da equipe. Ederson está crescendo muito e botando pressão em alto nível com Alisson. O terceiro está aberto. Os três zagueiros, um é melhor do que o outro. Marquinhos, Thiago e Miranda. Há uma briga por titularidade e um fio de cabelo pode determinar. Fernandinho no setor de meio-campo como um articulador, construtor, porque tem características para tal, vai competir com Paulinho, que compete com Casemiro, com Coutinho por dentro. Willian com Coutinho e Neymar, botando pressão", ponderou o treinador.

"Com certeza alguns jogadores irão à Copa com pouca minutagem. Até porque, encerrado o jogo contra a Alemanha, as observações vão continuar. Fizemos uma equipe para classificar, outra para crescer nos amistosos, e agora estamos nesse processo", acrescentou Cleber Xavier.

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O técnico Tite deve mandar a campo uma formação muito parecida com a que venceu a Rússia, por 3 a 0, na sexta-feira.

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