Maradona
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Maradona

Uma sala de jogos com uma cama de casal, TV de 32", toalete químico portátil, cadeira de massagem, ar-condicionado, janelas especiais para bloquear a luz natural e uma porta corrediça armada às pressas para dar um pouco de privacidade. Esse é o cenário do local, no bairro privado de San Andrés, onde morreu, no dia 25 de novembro, Diego Armando Maradona , um dos maiores jogadores de futebol de todos os tempos.

Uma das linhas de investigação sobre a morte do craque é se o lugar onde ele passou seus últimos dias estava preparado para receber um paciente em seu estado de saúde. Nesta terça-feira, foram conhecidas as primeiras imagens da casa, que, aparentemente, não reunia as condições necessárias.

Apesar da casa contar com quatro quartos e banheiros privativos, Diego passou seus últimos dias em um local adaptado do piso inferior, já que não tinha condições de subir as escadas, tanto por conta dos joelhos machucados quanto pelo estado de saúde frágil, após a intervenção cirúrgica na cabeça, realizada no dia 3 de novembro, na Clínica Olivos, de Vicente López. 

De acordo com o ex-jogador e amigo de Maradona, Oscar Ruggeri, a ex-esposa do craque argentino, Claudia Villafañe, falou sobre as condições da casa, que só viu após a morte. "Ela me disse: 'Cabezón, se você entrar e ver onde Diego morreu, você morre'”, declarou.

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Além disso, investigadores que não foram nomeados disserem ao jornal Olé, que não entendiam porque Maradona foi colocado no local.

“Não dá para acreditar que o mandaram para um cômodo atrás da cozinha, onde havia ruídos permanentes. E sem banheiro. Não é assim que você não cuida de uma pessoa que estava no estado de Diego, seja qual for o nome dele. Por que não alugaram uma casa que tinha um quarto com banheiro no térreo? Maradona tinha dinheiro suficiente para ficar em um lugar confortável e confortável de internação domiciliar. Não merecia algo assim”, apontou.

As investigações, por enquanto, estão em processo de coleta de evidências. Para isso, a polícia já invadiu as casas e os escritórios de Leopoldo Luque, o neurocirurgião que operou Maradona, e de Agustina Cosachov, a psiquiatra que o tratou. Nenhum dos dois é acusado formalmente, mas estão sendo investigados se participaram da morte de forma involuntária, seja por imperícia, negligência ou imprudência.

Na casa de Cosachov, nesta terça-feira, a polícia confiscou dois telefones celulares, o prontuário de Maradona e 12 receitas em seu nome. Detetives da Delegação Departamental de Investigações (DDI) de San Isidro participaram do procedimento, com o apoio da Polícia Municipal, no bairro de Palermo. Na casa de Luque, na manhã de domingo, celulares, tablets e notas de seu paciente foram retirados de sua propriedade.

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