A Corte Arbitral do Esporte ( CAS ) atendeu ao pedido do Manchester City e anulou a punição por violações do Fair Play Financeiro, que proibia o clube de disputar as competições europeias  das próximas duas temporada. A decisão foi anunciada na manhã desta segunda-feira e os ingleses terão de pagar 10 milhoes de euros em multa à Uefa . Com isso, estão liberados para disputar a Liga dos Campeões da temporada 2021/2022.

Manchester City
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Manchester City poderá jogar Liga dos Campeões

Segundo o TAS, não foram provadas as alegações de que o Manchester City teria disfarçado investimento dos donos como contratos de patrocínio. A nota detalha ainda que o clube mereceu a multa de 10 milhões de euros por não colaborar com as investigações.

O City "agradeceu aos membros do painel por sua diligência e pelo devido processo que eles administraram". Um painel de três advogados europeus reunidos ouviu o apelo do clube por videoconferência entre os dias 8 e 10 de junho.

Segundo o `Guardian`, a decisão do TAS "representa um golpe de tranquilidade para o vestiário em relação ao futuro de muitos jogadores, que condicionaram sua presença no clube à de continuar ou não nas competições europeias".

A punição ao Manchester City aconteceu após o Comité de Controlo Financeiro de Clubes da UEFA (CFCB) concluir que o City havia cometido “violações sérias” dos regulamentos do Fair Play Financeira e teria “exagerado sua receita de patrocínio em suas contas nas informações enviadas à Uefa entre 2012 e 2016”.

Tudo começou após a publicação de e-mails e documentos "vazados" pela revista alemã Der Spiegel em novembro de 2018. Neles, documentos publicados da City Group mostram que o proprietário da empresa, Sheikh Mansour bin Zayed al-Nahyan, estaria financiando o patrocínio anual de 67,5 milhões de libras.

Porém, um dos e-mails vazados sugeria que apenas 8 milhões de libras deste patrocínio eram financiados diretamente pela Etihad e o restante vinha da empresa de Mansour para a propriedade do Manchester City, o Abu Dhabi United Group.

As regras do Fair Play Financeiram dizem que patrocínios devem ser receitas comerciais de empresas externas e não fundos disfarçados dos proprietários.

Desde entao, o City se recusou a comentar sobre as investigações da Uefa e alegou que os e-mails foram vazados ou roubados. Logo após a publicação de Der Spiegel, a fonte do vazamento foi identificada no português Rui Pinto, que foi preso pouco depois acusado de 147 crimes, incluindo hackers e outros crimes cibernéticos, que ele nega.

O CFCB iniciou uma investigação formal para examinar se os documentos expunham o exagero da receita de patrocínio, e o City disse que apresentaria evidências para mostrar "a acusação de irregularidades financeiras é totalmente falsa", o que foi aceito pela entidade.

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