Alemão Özil deve perder patrocínio
Divulgação
Alemão Özil deve perder patrocínio

Campeão do mundo pela Alemanha , em 2014, o meia Mesut Özil, que atualmente está no Arsenal da Inglaterra, está próximo de perder o patrocínio da gigante Adidas.

Segundo informações do jornal Bild, a empresa de material esportivo não deve renovar o contrato do jogador e o motivo seria por questões políticas. O principal problema é que Özil é amigo pessoal de Erdogan , presidente da Turquia que tem colocado em prática políticas autoritárias.

Leia mais: Japonês que atua pelo Porto se recusa a jogar no retorno do futebol

Diante da situação, a empresa não pretende seguir com a parceria, assinada em 2013. O vínculo atual do atleta expira no final desta temporada e garante cerca de € 3,5 milhões (R$ 20 milhões) por ano ao médio.

Vale lembrar que o presidente da Turquia foi um dos padrinhos no casamento do meia alemão com a modelo sueca de origem turca Amine Gülse. A presença de Erdogan na festa foi um dos capítulos na história que resultou na aposentadoria precoce de Özil da seleção alemã após o fiasco da Copa do Mundo de 2018.

A controvérsia começou em maio de 2018 quando o jogador tirou uma foto com o presidente da Turquia antes de se apresentar para a seleção alemã, que se preparava para defender o título mundial na Rússia . A imagem causou enorme reação na Alemanha, que se opõe ao governo de Erdogan, considerado uma ditadura pela chanceler Angela Merkel. 

Após a Copa, quando a Alemanha foi eliminada na primeira fase, Özil anunciou sua aposentadoria da seleção alegando episódios de racismo e discriminação que surgiram após a foto com o Erdogan. “Eu sou alemão quando vencemos, mas imigrante quando perdemos”, reclamou o meia ao explicar sua aposentadoria.

Ele citou que a reação à foto o tornou o bode expiatório da eliminação alemã na Copa e que não sentia mais prazer em vestir a camisa alemã por conta das mensagens de racismo e desrespeito que ele recebeu. 

Essa não foi a primeira vez que essa relação trouxe problemas ao jogador. Em dezembro de 2019, o médio de 31 anos e o presidente turco criticaram a China por alegados abusos contra a comunidade islâmica de Xinjiang . Isto levou a que Ozil fosse apagado da versão chinesa do jogo Pro Evolution Soccer e também foi suspenso a emissão do Arsenal-Manchester City em território chinês.

Além da questão fora de campo, o fraco rendimento que o jogador tem tido a serviço do clube londrino, com só um gol e três assistências nos 23 jogos em que participou, também teria influenciado na decisão da não renovação.

    Veja Também

      Mostrar mais