Estádio Nacional de Santiago%2C no Chile
Reprodução / Site da Conmebol
Estádio Nacional de Santiago, no Chile

O Chile vive um momento crítico e, apesar de a Conmebol bancar a final da  Libertadores  em Santiago, nada indica que a situação no país irá melhorar. Isso porque um protesto está sendo convocado nas redes sociais para usar a final da Libertadores, disputada entre  Flamengo  e River Plate, no dia 23 de novembro, como plataforma de visibilidade para os protestos.

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Segundo a emissora 'TNT Sports', da Argentina, a hashtag  #NoHayCopa  está sendo usada para convidar os manifestantes a cercarem o estádio Nacional de Santiago , palco da decisão, e impedirem a chegada dos ônibus das delegações. A imagem que viralizou nas redes menciona torcidas importantes chilenas, como a "La Garra Blanca" (Colo Colo) e "Los Cruzados" (Universidad Católica), como participantes do protesto.

O objetivo seria "manifestar ao mundo a situação chilena". Vale lembrar que os protestos começaram com o aumento no valor da passagem do metrô em 30 pesos, algo em torno de R$ 0,20. Nem mesmo o recuo do governo, que revogou o reajuste, foi suficiente para conter a ira dos populares. Até mesmo Marcelo Gallardo, técnico de River Plate , já opiniou sobre o assunto.

— Me preocupa. Pergunto aos meus companheiros sobre a situação a todo momento. Afinal é uma situação muito preocupante. Mas não falo apenas da gente. Falo também pelo povo chileno, que atravessa uma situação complicada — disse Gallardo.

No último dia 30 de outubro, A Ministra do Esporte do Chile , Cecilia Perez, informou que a final da Libertadores está mantida em Santiago, apesar de a Conmebol já avaliar uma opção em razão dos protestos no país.

— Ratifiquei a nossa firme vontade de realizar a final da Copa Libertadores. Para isso o Ministério do Interior está em conversas com a Conmebol. Uma partida como essa faz bem ao país. Queremos levar esse encontro esportivo adiante — afirmou a ministra.

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