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Ex-presidente da CBF está preso desde 2015 nos Estados Unidos e já foi condenado a quatro anos de prisão; ele declara inocência e já recorreu

O ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, terá de devolver mais de 137 mil dólares (cerca de R$ 515 mil) para entidades que se sentiram
lesadas por seus crimes. A decisão foi divulgada nesta terça-feira pelo Tribunal Federal do Brooklyn, responsável pelo "Caso Fifa" nos Estados Unidos.

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Marin foi condenado a devolver mais de meio milhão por escândalo de corrupção
Divulgação
Marin foi condenado a devolver mais de meio milhão por escândalo de corrupção

Os valores são referentes a salários e benefícios, como diárias de hotel e passagens, pagos a Marin entre 2012 e 2015, quando ocupou a presidência da CBF . A confederação
brasileira também teria valores a receber, mas não se declarou vítima no processo.

Do valor, 19 mil dólares (R$ 71 mil) serão devolvidos para a Fifa e 118 mil dólares (R$ 444 mil) para a Conmebol. A entidade máxima queria receber, porém, 97 mil dólares (R$
365 mil) e a sul-americana 590 mil dólares (R$ 2 milhões).

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Além do ex-mandatário da CBF, o ex-presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), Juan Angel Napout, também terá de devolver mais de 350 mil dólares (R$ 1,3
milhão) a serem divididos por Fifa, Conmebol e Concacaf.

O ex-presidente da CBF foi condenado em 2017 por seis crimes de corrupção no futebol, ligados a contratos da Copa do Brasil, Copa Libertadores da América e Copa América. Ele está preso no estado norte-americano da Pensilvânia por ter recebido, ao todo, 6,5 milhões de dólares (R$ 24 milhões) em propina de empresas de marketing esportivo para assinar contratos de direitos comerciais.

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Marin se diz inocente e recorre da pena, que pode chegar a 120 anos ao fim do processo. Outros ex-mandatários da CBF, como Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero, também estão sendo investigados.

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