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Utilização do árbitro assistente de vídeo gera polêmica e críticos, que são contra o uso do recurso tecnológico para as partidas de futebol

Jogador do Monaco Radamel Falcao frustrado com decisão do VAR, que anulou seu gol diante do Paris Saint-Germain
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Jogador do Monaco Radamel Falcao frustrado com decisão do VAR, que anulou seu gol diante do Paris Saint-Germain

A inclusão do VAR, sigla para denominar o árbitro assistente de vídeo, no futebol tem dado o que falar. O uso da tecnologia já vem sendo utilizado em alguns países e foi, inclusive, aprovado pela Fifa para a Copa do Mundo de 2018. No entanto, nem sempre o recurso é bem visto e a perda de tempo é um doa argumentos utilizados.

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"O VAR é um pouco como o sexo sem prazer. No momento dos fogos de artifício, dizem para parar. Era assim que eu me sentia no estádio. Os torcedores do Monaco estavam animados com o gol de Falcao, estavam super contentes e tiveram que parar tudo. É terrível, é muito frustrante", afirmou Bixente Lizarazu, ex-jogador francês e campeão do Mundial de 1998, ao canal televisivo Teléfoot .

Na final da Taça da Liga Francesa de 2017/2018, o Paris Saint-Germain venceu o Monaco por 3 a 0 e a partida contou com bastante utilização do VAR. Mas nem todos os jogadores ficaram satisfeitos com o recurso tecnológico. O colombiano Radamel Falcao foi um dos críticos ao árbitro de vídeo , já que teve um gol anulado diante do PSG, e comentou o caso.

"É frustrante que nos dois casos em que o VAR agiu tenha sido para ajudar o PSG. Quando alguma situação não é clara, tens de tomar a decisão... Continuar a jogar? Parar? Não é fácil tomá-la e penso que isto pode prejudicar o futebol. Perdemos quatro minutos no pênalti [a favor do PSG], mais quatro no meu gol [anulado], e o árbitro só deu dois de compensação. É frustrante, mas saímos com a cabeça levantada porque demos tudo o que tínhamos", afirmou Radamel.

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Uso da tecnologia

A Fifa aprovou o uso do árbitro assistente de vídeo para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia
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A Fifa aprovou o uso do árbitro assistente de vídeo para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia

Como argumento para garantir a tecnologia, a Fifa divulgou em janeiro de 2018 um relatório sobre a utilização do VAR em 804 jogos de 20 competições oficiais ao redor do mundo desde março de 2016. Os dados, de acordo com a entidade, foram positivos e encorajadores.

- 56,9% das revisões foram para lances de pênalti ou gol 
- Média menor de 5 de revisões por jogo 
- Checagem de cada lance durou, em média, 20 segundos 
- 68,8% dos jogos não tiveram revisão 
- Média de um erro claro a cada três partidas 
- Índice de acerto de 98,9% em lances revisados 
- Impacto decisivo no resultado do jogo em 8% dos jogos 
- Média de revisão de 60 segundos por lance (39 via comunicação interna e 70 em casos de consulta no campo) 
- A média de tempo perdido é menor que 1% do tempo total de jogo 
- Um erro considerado claro não foi corrigido em 5% dos casos (1 a cada 20)

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Assim como a entidade máxima do futebol mundial  já havia avisado desde o início dos testes, o árbitro de campo só poderá recorrer ao VAR em situações de erro claro. Isso significa que jogadas em que podem haver diversas interpretações não devem ser avisadas. Serão apenas quatro situações que poderão ser analisadas pela quipe de arbitragem: situações de gol, marcação de pênaltis, cartões vermelhos e confusão da identidade de jogadores.