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"Chegamos à conclusão que o VAR é bom para o futebol e para a arbitragem, traz mais justiça aos jogos", afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino

O sistema VAR, sigla para denominar o árbitro assistente de vídeo, agora é uma regra do futebol. Neste sábado, a International Football ASsociation Board ( IFAB ), entidade formada por representantes das federações da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte, que regulamenta as regras do esporte, aprovou o sistema. Sendo assim, a Fifa deverá confirmar durante reunião do Conselho, na Colômbia, no próximo dia 16, o uso da tecnologia na Copa do Mundo de 2018 .

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A tecnologia do árbitro de vídeo sendo utilizada na Alemanha, semelhante ao que deve acontecer na Copa do Mundo de 2018
Reprodução
A tecnologia do árbitro de vídeo sendo utilizada na Alemanha, semelhante ao que deve acontecer na Copa do Mundo de 2018

"A International Board decidiu aprovar o VAR no futebol. A partir de hoje, o árbitro de vídeo faz parte do futebol. E isso é uma notícia importante. É um assunto que vem sendo discutido há décadas. Há dois anos, decidimos testar para saber se funcionaria ou não. Fizemos esses testes, analisamos, cerca de 20 federações testaram, tivemos uma análise acadêmica e chegamos à conclusão que o VAR é bom para o futebol e para a arbitragem, traz mais justiça aos jogos. Por isso, decidimos aprovar", afirmou o presidente da Fifa, Gianni Infantino.

A decisão foi tomada de forma unânime durante o 132º Encontro Anual da IFBA, realizado em Zurique, na sede da Fifa. Segundo o comunicado, a medida significa "uma nova era no futebol". Infantino garantiu que, como presidente da Fifa, atuará para aprovar o VAR para o Mundial que acontecerá na Rússia a partir de junho durante a reunião em Bogotá.

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Outra regra incluída pela IFBA, além do árbitro assistente de vídeo, foi a quarta substituição, em caso de prorrogação. Isso também será discutido pela Fifa para ser utilizado na Copa de 2018.

Como argumento para garantir a tecnologia, a entidade divulgou em janeiro um relatório sobre a utilização do VAR em 804 jogos de 20 competições oficiais ao redor do mundo desde março de 2016. Os dados, de acordo com a entidade, foram positivos e encorajadores.

Veja os dados abaixo

- 56,9% das revisões foram para lances de pênalti ou gol
- Média menor de 5 de revisões por jogo
- Checagem de cada lance durou, em média, 20 segundos
- 68,8% dos jogos não tiveram revisão
- Média de um erro claro a cada três partidas
- Índice de acerto de 98,9% em lances revisados
- Impacto decisivo no resultado do jogo em 8% dos jogos
- Média de revisão de 60 segundos por lance (39 via comunicação interna e 70 em casos de consulta no campo)
- A média de tempo perdido é menor que 1% do tempo total de jogo
- Um erro considerado claro não foi corrigido em 5% dos casos (1 a cada 20)

Assim como a Fifa já havia avisado desde o início dos testes, o árbitro de campo só poderá recorrer ao VAR em situações de erro claro. Isso significa que jogadas em que podem haver diversas interpretações não devem ser avisadas. Serão apenas quatro situações que poderão ser analisadas pela quipe de arbitragem. São elas:

- Situações de gol
- Marcação de pênaltis
- Cartões vermelhos
- Confusão da identidade de jogadores

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O sistema de árbitro de vídeo é utilizado pela Fifa desde setembro de 2016. Em dezembro do mesmo ano, foi levado ao Mundial de Clubes do Japão. Na Copa das Confederações do ano passado, a tecnologia também se fez presente.

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