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Após grande parte dos cidadãos catalães serem impedidos de votar pelos policiais espanhóis, clube se manifestou em apoio à greve geral desta terça

Depois de ter jogado sua última partida pelo Campeonato Espanhol diante do Las Palmas - vitória por 3 a 0 - com portões fechados por causa da violência policial contra eleitores que votariam sobre a possível separação da Catalunha da Espanha, o Barcelona decidiu aderir à greve geral convocada para esta terça-feira na comunidade autônoma.

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Os jogadores do Barcelona entraram no Camp Nou vazio com camisas com as cores da bandeira catalã
Miguel Ruiz/Barcelona
Os jogadores do Barcelona entraram no Camp Nou vazio com camisas com as cores da bandeira catalã

O objetivo da manifestação é protestar contra a repressão do Estado da Espanha, que é contrário ao plebiscito separatista realizado no último domingo. "O Barcelona adere à greve do país e, portanto, o clube permanecerá fechado amanhã. Nenhuma das equipes profissionais nem as categorias de base treinarão amanhã na cidade esportiva", diz um comunicado do clube blaugrana.

Boa parte dos jogadores do Barça já não treinaria de qualquer maneira, uma vez que estão à disposição de suas respectivas seleções nacionais para as próximas datas da Fifa. O Barcelona é um dos ícones do nacionalismo catalão e apoiou institucionalmente a realização do plebiscito.

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No último domingo, o clube decidiu jogar contra o Las Palmas com os portões do Camp Nou fechados por causa dos confrontos entre policiais espanhóis e eleitores na comunidade autônoma. Inicialmente, o Barça queria adiar a partida, mas, com a recusa da Liga de Futebol Profissional, preferiu entrar em campo com as arquibancadas vazias, o que gerou revolta entre catalães e até da imprensa local.

Vitória

De acordo com o Governo da Catalunha, 90% dos eleitores votaram "sim" pela independência da região e 7,8% votaram "não". No total, 2.262.424 de pessoas conseguiram participar do plebiscito que ocorreu com forte repressão policial neste domingo. Os dados foram apresentados pelo porta-voz do governo catalão, Jordi Turull.

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O desejo de separação por parte dos moradores da região, porém, vem de séculos atrás. Ainda hoje, os catalães mantém língua e tradições próprias, mesmo com a oposição do governo espanhol. Com 7,5 milhões de habitantes, a Catalunha responde por 20 % da riqueza do país, superior à de Portugal ou da Grécia, por exemplo. O Barcelona é o principal clube da região.

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