
O Ministério Público do Paraná denunciou criminalmente três empresários pelo aliciamento de jogadores para a prática de manipulação de resultados em 2025.
De acordo com nota divulgada pelo órgão, as apurações foram iniciadas na Operação Derby, quando o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) recebeu informações da Delegacia da Polícia Federal de Londrina sobre mensagens do grupo a atletas do Londrina antes de um duelo contra o Maringá, válido pela Série C do Brasileirão de 2025.
Os contatos tinham a finalidade de obter situações específicas, como o recebimento de cartões, em troca de vantagens financeiras. Segundo a investigação, um dos jogadores recebeu uma oferta de R$ 15 mil. Nenhum deles aceitou a proposta do grupo.
Um dos líderes do esquema, denunciado criminalmente pelo MP, utilizava o fato de ser filho de um importante pugilista brasileiro para conquistar a confiança dos aliciados.
A Lei Geral do Esporte prevê penas que podem variar de dois a seis anos de reclusão, além pagamento de multa, para crimes de manipulação desportiva. Além disso, como forma de reparação do prejuízo causado, o Ministério Público pediu o pagamento de R$ 150 mil de danos morais.
A reportagem do iG buscou um posicionamento do Londrina sobre o caso, mas não foi respondida até o momento da publicação desta matéria.
Londrina x Maringá
Londrina e Maringá se enfrentaram em abril de 2025, no Estádio Vitoriano Gonçalves Dias, em Londrina, pela terceira rodada da primeira fase da Série C do Brasileirão.
Logo no primeiro minuto de jogo, o atacante Matheus Moraes, ex-Santos, abriu o placar para os visitantes. Na reta final do segundo tempo, Vitinho Mota, que havia saído do banco, deixou tudo igual.
Ao final da temporada, o Londrina foi promovido e retornou à segunda divisão nacional, enquanto o Maringá permaneceu na Série C.