O Conselho Consultivo
do São Paulo
se reuniu, na tarde desta terça-feira (6), para apreciar o pedido de impeachment do presidente Júlio Casares
protocolado pela oposição do clube no Conselho Deliberativo. O grupo formado por conselheiros notáveis e ex-presidentes, incluindo Leco e Carlos Miguel Aidar, rejeitou o processo de afastamento de Casares do cargo.
Contudo, de acordo com o Estatuto do clube, o parecer tem apenas caráter opinativo diante do documento assinado por 57 conselheiros do São Paulo. O processo continua tramitando nas instâncias adequadas dentro da instituição. Durante o encontro, foi rechaçada a hipótese de que o mandatário são-paulino renuncie.
"As acusações carecem de provas materiais, especificamente contra o presidente, que alegou inocência", alegaram os membros do grupo.
Denúncias graves
A reunião estava prevista para acontecer hoje, antes mesmo da divulgação de uma reportagem do poral Uol, que revelou movimentações financeiras atípicas na conta de Júlio Casares e do próprio São Paulo entre os anos de 2023 e 2025.
De acordo com a publicação, o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) , durante o período, depósitos na conta de Casares totalizaram o valor de R$ 1,5 milhão e aconteceram em valores pequenos. Segundo a investigação, foram registrados casos de até 12 operações fracionadas no mesmo dia, somando R$ 49 mil.
Tendo em vista que o limite para que o Coaf seja notificado automaticamente é de R$ 50 mil, a situação caracteriza o que o órgão chama de "smurfing" , técnica usada para burlar sistemas de investigação.
Além das supostas irregularidades financeiras nas contas de Casares, também foram identificados 35 saques nas contas do clube, totalizando R$ 11 milhões. Por meio de uma nota divulgada nas redes sociais, o presidente do São Paulo negou a acusação.
Nas redes sociais, torcedores comuns e as principais organizadas pediram a renúncia do presidente ao longo do dia.