
A polêmica envolvendo o encontro de treinadores brasileiros com Carlo Ancelotti, italiano que comanda a Seleção, ainda não acabou. Carlinhos Bala, histórico atacante com passagens por diversos gigantes nordestinos, afirmou nesta quinta-feira (06) que Oswaldo do Oliveira, dono de declarações controversas sobre estrangeiros no futebol nacional, é o pior técnico que já teve em sua carreira.
Abaixo de uma publicação que contava com uma nova fala do experiente treinador sobre o caso, o ex-centroavante usou o termo "entregador de camisa" para referi-lo, além de elencá-lo no extremo inferior de sua lista (veja abaixo o comentário).

Carlinhos Bala e Oswaldo de Oliveira trabalharam juntos no Cruzeiro, na reta final da temporada de 2006. Na ocasião, o ex-jogador disputou oito jogos, sem marcar gols ou dar assistências no período.
Contexto
Oswaldo de Oliveira, treinador consagrado, causou um climão com o atual comandante da Seleção, Carlo Ancelotti. Durante o 2º Fórum Brasileiro dos Treinadores de Futebol, organizado pela CBF na última quarta-feira (05), o experiente técnico não escondeu sua opinião sobre a "invasão" de estrangeiros no futebol nacional.
Enquanto estava no palco, ao lado de Ancelotti, Oswaldo discursava quando iniciou sua fala sobre treinadores do exterior no Brasil e não escondeu sua preferência por comandantes nacionais à frente do time canarinho.
"Tomara que nós voltemos a ter os treinadores brasileiros brilhando nos clubes. Claro, depois que Ancelotti for embora, depois de ser campeão, volte um treinador brasileiro ao comando da Seleção", afirmou o técnico.
Horas depois, Oswaldo fez um pronunciamento em sua conta oficial nas redes sociais, dizendo que sua fala foi feita em um momento "inoportuno", mas não se retratou.
Veja abaixo o pronunciamento completo de Oswaldo de Oliveira:
“Lá na CBF, a minha frase foi: ‘Eu quero que o Ancelotti tenha muito boa sorte na Copa do Mundo, que nos traga o título e que depois, quando ele deixar a Seleção Brasileira, que novamente um treinador brasileiro assuma o cargo.’ Foi exatamente isso que eu disse.”
“Só isso que eu disse. Claro, o momento foi inoportuno, porque eu quis valorizar com a minha fala o valor do treinador brasileiro. Eu não sou contra a presença do treinador estrangeiro, mas a minha preferência é que o treinador da seleção brasileira especialmente seja um brasileiro. Não vou me desculpar por algo que eu não falei. E eu acho, como eu disse para ele, o melhor treinador do mundo.”
“E que se não pudesse ser um brasileiro, que fosse ele. E eu torci para que fosse ele quando estava acontecendo a escolha. Mas que na ausência de um brasileiro, que fosse o melhor do mundo, que é o Carlo Ancelotti. E muitos outros treinadores e torcedores também comungam da minha opinião. Nós, treinadores brasileiros, temos sido muito criticados e desprestigiados. Algumas coisas aconteceram que desfavoreceram os nossos treinadores.”
“Acho as críticas demasiadas e infundadas diante de uma frase que é uma convicção minha. Essas críticas têm sido agressivas e pejorativas. Qual é o problema de eu achar que a seleção brasileira tem que ser dirigida por um treinador brasileiro? É impossível eu ser contra a presença do treinador estrangeiro no Brasil.”
“Até porque eu trabalhei no Catar, no Japão, como treinador nos clubes desses países. Todo mundo ligado ao futebol conhece a minha história, sabe quem eu sou. Eu estou trabalhando no futebol desde o dia 1º de outubro de 1975. Eu tenho 50 anos de futebol. Eu tenho direito a ter a minha opinião, a vibrar com a Seleção Brasileira, que eu vi ganhar cinco títulos mundiais com treinadores brasileiros dirigindo a nossa Seleção. Essa é uma questão que eu quero ressaltar bastante aqui.”
“Sobre essa sobrecarga desnecessária de críticas infundadas na minha opinião. Eu não acho necessidade para tanto estardalhaço. Gente, eu sou apaixonado pela seleção brasileira. É normal que eu esteja vibrando, esteja sentindo muito esse momento. Nós temos uma Copa do Mundo ano que vem. E nós precisamos de reconquistar a hegemonia do futebol mundial.”
“Por isso eu estou vibrando, eu estou ansioso com tudo o que vai acontecer com a Seleção. Não tem nada pejorativo, nada agressivo na minha fala, nem na minha cabeça, nem contra ninguém. Muito pelo contrário, eu estou muito ansioso pelo sucesso da Seleção que eu aprendi a amar desde 1958.”
“Espero que essa minha resposta não traga mais desdobramentos. Falei tudo o que eu tinha para falar. Assunto encerrado. Que venha o Hexa. Só mais uma coisinha: eu ainda não me aposentei, não, hein?”