O presidente da F1, Stefano Domenicali,
se pronunciou sobre o ataque aéreo realizado por Israel nesta terça-feira no Catar, que vitimou seis pessoas. A ofensiva aconteceu no bairro de West Bay Lagoon, a cerca de 18 km do Circuito de Lusail.
Lamentando o ocorrido, o gestor afastou a chance de que o evento afete o GP do Catar, realizado em novembro, mas assegurou que a categoria monitora de perto a situação.
"Isso tudo é muito trágico, muito difícil. Estamos acompanhando a situação de perto, mas ainda não estamos em uma condição na qual se pode afirmar que isso seja uma preocupação (para a corrida). Esperamos que o esporte traga positividade", disse ao jornal inglês The Observer.
"Somos o único esporte mundial que todos os anos está em todo o mundo, encontrando-se com primeiros-ministros, reis, com todos, com os homens mais importantes do mundo. Minha esperança é que, por meio da F1, também possamos falar sobre o cenário global de uma forma que o esporte possa unificar o mundo em que vivemos", completou Domenicali.
O GP do Catar acontece daqui a pouco mais de dois meses, no dia 30 de novembro. A corrida será realizada na pista do Circuito Internacional de Lusail, em Doha Corniche.
O ataque
Numa ofensiva do exército israelense, em parceria com a agência de inteligência do país, jatos abriram fogo contra chefes do Hamas.
De acordo com o grupo terrorista, uma das vítimas do atentado foi o filho de um dos negociadores do acordo com Israel. O governo catari também se manifestou, e declarou que um membro da Força de Segurança Interna do país foi a óbito.