Rincón
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Um vídeo divulgado pelo jornal colombiano "El Tiempo"  mostrou que Freddy Rincón não estava no banco do passageiro momentos antes do acidente com o ônibus, mas sim conduzindo o veículo. O ex-jogador de 55 anos não resistiu aos ferimentos e morreu três dias depois .

O "El Tiempo" já havia revelado no último fim de semana um relatório em mãos do Ministério Público da Colômbia indicando que Rincón era o motorista.

E, nesta quarta-feira, o procurador-geral Francisco Barbosa confirmou a informação: "O veículo em que Freddy Rincón foi transportado era dirigido por ele", disse Barbosa, em um vídeo postado na conta do Twitter da instituição: "Esta conclusão foi alcançada com a ajuda de peritos forenses, estudos técnicos e corroborada por testemunhas que estavam dentro do veículo e pelas câmeras da região".

No entanto, a família de Rincón veio a público nesta sexta-feira para contestar os investigadores que acusam o ídolo da seleção colombiana de estar dirigindo o carro. Eles alegam que o vídeo gravado não se trata do mesmo dia em que o acidente ocorreu. 

Teresa Rincón, irmã do ídolo, explicou que a camiseta utilizada por ele não é a mesma que ele estava usando quando houve a colisão.

—  Essas imagens são inconsistentes. No vídeo eles mostram que Freddy (Rincón) estava vestindo uma camisa branca. No dia do acidente ele estava vestindo uma camisa azul —  disse Teresa, em entrevista ao portal '90 minutos'.

Nas imagens, ele é visto deixando o local com um grupo. Vestindo jeans e camisa branca, abraça uma jovem de 20 anos, María Manuela Patiño, que teria conhecido no restaurante, a poucos quarteirões do local do acidente. 

Ela também entra no veículo, assim como Lorena Cortés, de 40 anos, e outro homem, ainda não identificado. Aparentemente, de acordo com a publicação, foi ele quem atacou uma pessoa que conseguiu registrar a cena da batida.

Acusação grave

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O irmão de Freddy Rincón, Manuel Rincón, também afirma que o ex-jogador não estava conduzindo o veículo. Além disso, o mesmo aponta que os fiscais do governo colombiano foram 'comprados' para chegar a tal conclusão.

— Há câmeras de segurança e há indícios do local onde o carro foi atingido. Se fosse Freddy dirigindo e outra pessoa fosse o copiloto, o morto não seria Freddy. Por isso estavam demorando tanto (a Fiscalía), porque estavam introduzindo corrupção. Aquele promotor não pode afirmar uma coisa dessas; coletar provas é fácil, mas o problema é que quem estava dirigindo ameaça e compra testemunhas e eles simplesmente replicam isso.

Todas as provas utilizadas pelos promotores não foram divulgadas ainda. O vídeo compartilhado inicialmente pelo jornal 'El Tiempo, da Colômbia, é a única evidência pública até o momento.

Ainda na entrevista, Teresa Rincón trouxe mais detalhes do caso e pediu para que as duas mulheres que estavam no acidente digam a verdade. A mesma afirma que encontrou elas no hospital, no momento seguinte ao falecimento do irmão.

— Quando cheguei na clínica, uma das meninas que estava no acidente já havia saído e a outra estava prestes a sair. As duas estavam bem. Não sei de onde elas tiraram essa lesão no quadril — questionou. 

Uma outra câmera de segurança registrou o momento em que o automóvel ultrapassa o sinal vermelho antes de colidir com o ônibus, por volta das 4 horas da manhã. Este vídeo mostra duas pessoas saindo do carro e se aproximando de um táxi logo após o acidente.

Rincón foi velado no estádio Pascual Guerrero, em Cali, na Colômbia, em despedida aberta ao público. Ele foi enterrado no último sábado.


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