Mancini colecionou passagens por grandes clubes europeus
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Mancini colecionou passagens por grandes clubes europeus

Com passagens marcantes por Atlético-MG, Roma e Inter de Milão, o ex-lateral/ponta Mancini (veja fotos na galeria abaixo) traçou a meta de assumir o comando de um clube brasileiro em 2022. Aposentado desde 2016, o ex-jogador realizou todos os cursos necessários da Uefa e disse, em entrevista exclusiva ao iG Esporte, que está pronto para encarar um novo desafio em sua carreira.


Mancini recebeu sondagens de clubes interessados recentemente, mas freou as investidas e decidiu aguardar oportunidades de equipes com melhor estrutura financeira para iniciar um projeto sólido.

"A ideia é para o ano que vem tentar algum clube que dispute algum campeonato estadual. Quero treinar no Brasil em um nível melhor, em um clube que me dê totais condições de estrutura e financeira, para que assim possamos iniciar o trabalho", iniciou.

"Tiveram conversas com alguns clubes, mas não vale a pena ainda por causa da estrutura e do financeiro. Você ir para um time que não tem dinheiro para pagar o atleta complica", completou Mancini.

Revelado pelo Galo, Mancini acompanhou o  trabalho do técnico Cuca em 2021 no clube mineiro, conquistando o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil. Segundo o ex-jogador, os últimos trabalhos de Cuca o colocam entre os grandes, mas não o maior do futebol brasileiro.

"Nos últimos anos ele (Cuca) ganhou coisas boas, mas também tem outros que ganharam, como é o caso do Renato, no Grêmio, o Mano Menezes, no Cruzeiro e o Abel Ferreira, no Palmeiras. Claro que o Cuca é um dos grandes, fez sua história no Atlético-MG, tem a grande ajuda da matéria-prima. Você ter um elenco recheado de craques ajuda bastante. Não somente aquele treinador de time grande o trabalho é bem feito e reconhecido. O Vojvoda, do Fortaleza, é um exemplo. Com um time muito abaixo ao do Atlético-MG tecnicamente foi para Libertadores. O Sylvinho, que pegou o Corinthians lá embaixo e conseguiu colocar o time na Libertadores, o próprio América-MG também. Então existem outros bons treinadores. O Cuca no Galo teve uma longevidade, conseguiu implantar o sistema e metodologia dele, e muitas vezes o treinador tem vida curta em um time, e não consegue implementar suas ideias".

Confira, abaixo, outros trechos da entrevista exclusiva de Mancini ao iG Esporte:

iG Esporte: Como é o Mourinho dentro e fora dos gramados? Você foi comandado pelo 'Special One' e realizou estágio com ele para iniciar sua carreira como treinador.

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Mancini: Ele é um cara inteligente, tem uma metodologia diferente, é um vencedor. É um treinador que sempre teve bons atletas nos clubes, então facilita o trabalho. Ele consegue tirar a pressão do atleta e passar para ele, deixando o time mais tranquilo e mais relaxado. Mas é um técnico que dispensa comentários, um campeão, ganhou tudo por onde passou.

IG: São raros os casos de treinadores brasileiros que vão treinar equipes europeias. Acredita que a capacidade técnica dos profissionais aqui seja limitada em relação ao que se espera no futebol europeu?

M: Acredito que faltam oportunidades para os técnicos brasileiros, mas lá fora existem muitos bons técnicos. Historicamente por isso o Brasil nunca teve tantos técnicos, fora o Luxemburgo, que ficou pouco tempo no Real Madrid e o mais longevo foi o Felipão, que trabalhou na seleção portuguesa e Chelsea. Acho que a questão mesmo é oportunidade. O Brasil nunca teve esse histórico de levar treinadores para a Europa, mas teve no mundo árabe. Acredito que o brasileiro está preparado para poder assumir um clube europeu.

IG: Pensa em voltar ao Atlético-MG um dia, quem sabe como técnico?

M: Seria um sonho. O Atlético-MG é um clube que devo toda minha gratidão, pelo meu reconhecimento mundial e nacional. Foi lá que tudo começou, com meus 13 anos de idade. Hoje, formado, tenho essa pretensão, se um dia Deus me abençoar, quem sabe posso comandar o Atlético e realizar esse grande sonho.

IG: Você está se preparando para trabalhar como técnico em breve, mas nesse ano teve a oportunidade de comentar um jogo na SBT. Não dá uma vontade de mudar de lado?

M: Na vida a gente não sabe o que se espera, temos que estar preparados. É uma coisa que nunca pensei (ser comentarista), até porque não fiz cursos para estar nesse meio, mas gostei da experiência, tudo é válido para o crescimento. Mas eu gosto mesmo é do campo, da chuteira, apito, prancheta.

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