Felipe Jonatan
Divulgação/ Santos
Felipe Jonatan


Em três meses de gestão, o presidente Andres Rueda renegociou contratos, diminuiu salários e conseguiu uma grande economia para o Santos . No entanto, o clube ainda precisa aumentar a sua receita e, para conseguir isso, o presidente pediu a ajuda de santistas com alto poder aquisitivo.

Na entrevista coletiva desta segunda-feira, o presidente revelou a tentativa de criação de uma espécie de fundo entre santistas para viabilizar empréstimos bancários ao clube. O dinheiro não sairia diretamente dos torcedores, mas o montante seria uma garantia para conseguir negociações melhores com o banco.

"O clube precisa de caixa. Com o que está previsto para receber vai ser muito difícil para a gente segurar os acordos feitos e os pagamentos. Empréstimo o clube não tem garantia para dar. O empréstimo do BMG é 15%, é inviável pagar isso. Então, a gente reuniu um grupo de empresários abastecidos e o que a gente quer. Que eles depositem um dinheiro no banco, o dinheiro é dele, fica aplicado, e ele garante um empréstimo subsidiado ao Santos. Como o dinheiro vai ficar aplicado no banco, fica bloqueado, o banco tem garantia de que, se o Santos não pagar, o dinheiro tá em casa. Com isso o banco consegue fazer empréstimo para o clube com juros bem baixinhos. Estamos tentando reunir um grupo de empresários santistas nesse modelo para arrumar um funding para o clube tocar suas dívidas, equacionar. Com, juros baixo, eu pago dívidas de juros altos, explicou o presidente.

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O projeto ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Fiscal e pelo Conselho Deliberativo do clube para entrar em prática. Rueda deixou claro que os torcedores não emprestarão dinheiro ao clube e que ele também não vai (e não pode) repetir a ação de 2020, quando ainda candidato emprestou dinheiro ao clube para o pagamento de parte da dívida com o Hamburgo pela contratação do zagueiro Cléber Reis.



"O presidente não pode colocar dinheiro no clube. O Estatuto não permite e não é assim que funciona o clube. O Santos tem de andar com pernas próprias. Essa história de mecenas não existe. Os clubes que caminharam nessa linha, quando tem a rupturas veja como ficaram. Nossa função é dar estrutura para que o clube consiga resolver seus problemas", afirmou o presidente.

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