Cotado para assumir o Santos após a saída do técnico Cuca em fevereiro,  Lisca revelou bastidores da conversa com o Peixe ao Site SuperEsportes. O treinador falou que não houve uma proposta oficial, mas uma oferta financeira e que o maior interesse veio por jogadores de liderança do elenco e não da diretoria santista.

- Dirigente, diretor e presidente não me ligaram. Na verdade, quem me ligou foram os jogadores do Santos . Eu quero agradecer. São seis jogadores que me ligaram. Não vou falar os nomes, mas vocês já devem imaginar que o Marinho e o Felipe Jonathan estavam no meio, por terem sido meus jogadores. Mas os jogadores do Santos tinham essa vontade. As lideranças acabaram me ligando. O que aconteceu foi isso. Não houve uma conversa fidedigna sobre projeto. Houve uma proposta financeira, e a conversa nem evoluiu. A partir daí, ela parou. Então, eu não considero uma proposta assim oficial do Santos. Mas só de ter sido sondado, ter sido perguntado, já me senti honrado. Como eu falei: tudo tem o seu momento, na hora certa, e eu estou muito feliz aqui no América. Não me sinto angustiado de maneira nenhuma por não ter ido para outro clube. Pelo contrário, vocês já devem me conhecer um pouquinho, né? Se fosse da minha vontade, eu ia bater na porta do Salum, do Alencar, do Euler e ia dizer: 'Me libera, porque eu não tenho mais cabeça não - revelou o técnico.

Lisca também afirmou que a negociação não fluiu e que o clube sequer quis ouvir as ideias do técnico. Ele não considera uma proposta oficial do Santos pelo tratamento, mas se sentiu honrado pela sondagem e queria conversar sobre o trabalho em relação ao Santos. O empresário do treinador é o mesmo do Marinho, camisa 11 do Peixe.

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- Houve uma consulta ao meu empresário, que é o mesmo do Marinho. Obviamente que o Santos está trabalhando também em relação à renovação do Marinho, e aproveitou para me fazer uma proposta financeira, que a gente considerou não satisfatória. Mas eu não conversei com ninguém do Santos em relação a trabalho, projeto, ao 'como seria', como o Santos via o meu trabalho, como que eu via o trabalho do Santos também. O Santos não ouviu minhas ideias. Bem ao contrário de como eu fui contratado em todos os clubes que eu já fui contratado. Inclusive, aqui no América, eu conversei com o Salum, vim aqui e conversei com o Paulo Bracks. Eles me colocaram sobre o clube e eu também coloquei sobre o meu trabalho. Acertamos tudo antes de assinar o contrato. Não foi o que aconteceu no Santos - comentou Lisca.

Lisca segue como técnico do América-MG
Reprodução / América-MG
Lisca segue como técnico do América-MG

Santos assinou com o Ariel Holan até dezembro de 2023 e quer dar tempo para o argentino. Além de Lisca, Tiago Nunes foi outro técnico brasileiro a ser sondado e chegou mais perto do clube do que o comandante do América-MG, ele também reclamou das tratativas com a diretoria.

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