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Aline Pellegrino
Reprodução/Instagram
Aline Pellegrino


No último final de semana, a decisão do Brasileirão feminino, com vitória do Corinthians sobre o Avaí Kindermann por 4 a 2, deu mais uma mostra de que a modalidade, enfim, está recebendo a atenção que merece. Muito disso se dá por conta de algumas decisões tomadas a partir do ano passado.

A escolha da vitoriosa técnica Pia Sundhage para comandar a Seleção Brasileira não foi à toa, mas, sim, o primeiro sinal de mudança: ela é uma das maiores no cargo na história do futebol feminino , com três medalhas olímpicas (duas de ouro com os Estados Unidos e uma de prata com a Suécia). Sua contratação, além do currículo, foi uma mensagem da CBF : finalmente as mulheres iriam comandar o futebol feminino no Brasil .

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Depois dela, chegaram ainda Duda Luizelli, na coordenação das seleções, e Aline Pellegrino , na coordenação de competições, além de outras mulheres.

"Desde que eu cheguei, o presidente Rogério Caboclo colocou como pilar estratégico dele o desenvolvimento do futebol feminino . Não é uma questão de receber amor e carinho. É uma questão de desenvolvimento, governança, de ações profissionais sólidas", iniciou Pellegrino em entrevista ao site da Betway Insider . Ela integrava cargo na Federação Paulista de Futebol dentro da modalidade.

"Desse período curto, da minha chegada e da Duda , a gente já tem outras coisas que aconteceram, especificamente em competições, a chegada do VAR nessa segunda fase (do Brasileiro ), a chegada da competição nos grandes estádios, um novo patrocinador chegando... ", complementou.

Além da presença do árbitro de vídeo (primeiro torneio nacional feminino a utilizar a tecnologia) e das equipes femininas atuando nos estádios dos clubes, como Neo Química Arena e Allianz Parque, houve também o anúncio da equiparação salarial dos jogadores e jogadoras das seleções do Brasil. Mais recentemente, foi lançado um uniforme exclusivo para as mulheres, sem as cinco estrelas representativas dos títulos mundiais conquistados pelos homens, afinal, são histórias diferentes.

"A gente tem que olhar, hoje e para frente, para termos ações profissionais, planejamento estratégico, e buscar isso de forma sólida. O futebol feminino não pode viver de amor e carinho, não, a gente quer respeito e profissionalismo ", finalizou a coordenadora.


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