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Honda, meia do Botafogo
Vítor Silva/Botafogo
Honda, meia do Botafogo


Nove meses depois de chegar ao Brasil, Keisuke Honda fez uma autocrítica sobre o próprio momento como jogador e apresentou alternativas para as dificuldades financeiras do Botafogo . Por meio do Twitter, o japonês afirmou que "se apaixonou pelo Botafogo em apenas nove meses de convivência".


Em português, o meio-campista afirmou que a solução para o Botafogo não pode ser pensar em dinheiro a curto prazo ou com a entrada de capital externo. Na visão do japonês, ficar dependente de um investidor geraria pressão e poderia fazer o Alvinegro retornar para um período de dificuldade no futuro - caso o dinheiro parasse de entrar na conta.

O camisa 4 afirmou que o clube deve pensar a médio e longo prazo, diminuir gastos e abrir o capital para a entrada de investimentos de torcedores apaixonados.

- Para não ficar dependente de capital externo, o importante é começar com um projeto que permita a todos os torcedores injetarem dinheiro no clube, sem é claro, impactar na vida pessoal de cada um. E os envolvidos na gestão precisam manter com transparência a balança de finanças do clube, para que todos entendam como o dinheiro é utilizado. Se existe um objetivo e um plano, pessoas e dinheiro vão se reunir - afirmou.

Keisuke Honda reiterou a força da torcida, que se mantém apaixonada mesmo nos momentos de dificuldade dentro e fora de campo. Para ele, o clube deveria usar isso como uma forma de se organizar financeiramente, ser transparente e, a partir de uma evolução, atrair novas formas de capital.

- O clube não pertence a uma ou a um grupo de pessoas, o Botafogo é de todos os torcedores, então todos juntos devem pensar e decidir. Qual é o objetivo do clube? Como vamos tentar realizar? Dessa forma, as pessoas vão ficar entusiasmadas em pensar sobre visão e planos de médio a longo prazo. Consequentemente, bons jogadores e profissionais vão se reunir, e os jovens jogadores também crescerão. É um clube onde todos vão caminhar na mesma direção - completou.

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