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Andrés Sanchez, presidente do Corinthians
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Andrés Sanchez, presidente do Corinthians

Os bastidores do Corinthians tendem a esquentar ainda mais nos próximos meses. Isso porque de acordo com o Conselho Fiscal do clube, as contas referentes ao ano de 2019 devem ser reprovadas. Além disso, o órgão pede a inclusão de dívidas que teriam sido omitidas do documento. A informação foi divulgada primeiramente pelo "Meu Timão" e confirmada pelo LANCE! .

A emissão do parecer é consequência de reunião no fim do mês passado, que reuniu integrantes do Conselho Fiscal e da RSM Auditores. Estiveram presentes no encontro virtual os conselheiros Haroldo José Dantas da Silva (presidente), César Eduardo da Silva e Josué Lopes de Souza, além dos auditores Luiz Cláudio Fontes e Leunam Batista da Silva, responsáveis pela auditoria do balanço.

De forma unânime, as contas foram reprovadas pelo órgão, que recomendou o mesmo para os Conselhos de Orientação e Deliberativo, que ainda não têm reuniões marcadas para tratar do tema. O destaque dos conselheiros foi a disparidade entre o superavit previsto no orçamento do ano passado (R$ 650 mil) e o deficit apresentado (R$ 177 milhões), o que caracteriza gestão temerária, por não cumprir o determinado na legislação vigente.

Ainda, segundo o Conselho Fiscal, esse deficit do ano passado seria ainda maior caso a direção não tivesse omitido valores da dívidas com o J Malucelli, pela compra de Jucilei e com o fisioterapeuta Julio Suman Neto, cujas informações não foram levadas corretamente ao órgão. Isso faria o prejuízo de 2019 subir de R$ 177 milhões para R$ 195 milhões.

O Conselho Fiscal recomenda a retificação do documento com as informações dessas pendências que não foram registradas, além da abertura de uma sindicância para apurar o que levou a esse resultado negativo. Como dito acima, o parecer foi encaminhado para o Conselho de Orientação e para o Conselho Deliberativo, que vão votar a reprovação ou não. Por conta da pandemia de coronavírus, ainda não há data para as reuniões acontecerem.

Caso as contas sejam reprovadas, isso podem gerar um processo de impeachment para o presidente Andrés Sanchez, que já chegou a dizer que anteciparia as eleições (marcadas para o fim de novembro), caso isso acontecesse. Entre os conselheiros de oposição, há um movimento em massa pela reprovação do balanço de clube referente ao exercício de 2019.

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