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O Palmeiras anunciou nesta quinta-feira o acordo de ajuste salarial, em meio à pandemia do coronavírus, com jogadores do time principal masculino, que também afeta o técnico Vanderlei Luxemburgo , o gerente Cícero Souza e o diretor Anderson Barros. Serão reduzidos 25% dos salários registrados em carteira de maio e junho e os direitos de imagem de abril e maio serão parcelados até junho de 2021. Os envolvidos concordaram com a medida.

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Levi Bianco/Brazil Photo Press/Agencia O Globo
Palmeiras terá salário reduzido



A proposta é de que os direitos de imagem dos atletas de abril serão divididos entre agosto e dezembro de 2020, enquanto o pagamento referente a maio ocorrerá de janeiro a junho de 2021.Os demais funcionários, segundo o clube, farão parte de outro acordo, a ser elaborado em breve.

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O Palmeiras começou neste mês um estudo profundo para detectar o impacto econômico da pandemia e manteve conversas com os jogadores. Anderson Barros montou a proposta e apresentou aos atletas. Os jogadores conversaram com Luxemburgo, que manteve frequente contato com o presidente Maurício Galiotte, Anderson Barros e Cícero Souza, e avisou que estaria junto no acordo.

- Os jogadores entraram em um consenso e me contataram. Mostrei que cabia a eles aceitar a decisão ou não, e deixei claro que, o que resolvessem, eu, o Anderson Barros e o Cícero Souza estaríamos fechados com eles e também faríamos parte do acordo. Esta decisão democrática é a maneira que temos para contribuir com o equilíbrio financeiro do clube, a manutenção do seu quadro de funcionários e atravessar este momento da melhor maneira possível - comentou o treinador.

- Mantivemos contato com o Anderson e o Vanderlei desde o começo para analisarmos o melhor caminho. Nossa preocupação sempre foi com os funcionários e com o equilíbrio financeiro do clube. Concordamos e apoiamos essa decisão porque estamos todos pensando em fazer o que for melhor para o Palmeiras, que é o mais importante. Nosso objetivo é que a instituição possa manter o equilíbrio financeiro, preservar seus funcionários e minimizar os efeitos negativos dessa pandemia - afirmou Bruno Henrique.

- Estamos vivendo uma situação bem complicada e agora, mais do que nunca, é o momento de cada um olhar e cuidar do próximo. A gente não teve nenhum tipo de problema para chegar a uma solução e tomamos a melhor decisão para todos os envolvidos. O Palmeiras, assim como outros clubes e empresas, possui muitos funcionários e todos são extremamente importantes. Espero que tudo se normalize o mais rapidamente possível e que, em breve, todos possam retomar suas atividades - declarou Dudu.

- O país passa por um momento de restruturação econômica por conta da pandemia que hoje afeta o mundo inteiro e este é um momento de unirmos forças para preservarmos o bem estar e a segurança de nossas famílias. Estamos agindo com responsabilidade e sendo flexíveis, buscando um equilíbrio em todas as pontas: clube, atletas, diretores, comissão técnica e funcionários diretos e indiretos. Tenho certeza de que construímos uma solução equilibrada com o consenso de todos. Temos uma história de sucesso aqui e precisamos respeitá-la para que nossos próximos capítulos sejam desenhados com excelência - concordou Felipe Melo, capitão do time em 2020.

- Vivemos um momento de uma crise de grandes proporções no mundo. Vários segmentos estão sendo afetados e com o futebol não é diferente. Existem situações em que disposição e comprometimento são imprescindíveis para se chegar a um bom termo. Temos que pensar no todo para conseguirmos avançar em direção a um benefício maior. A maturidade do nosso elenco foi fundamental para que chegássemos a uma solução boa para todos - elogiou o presidente Maurício Galiotte.

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Elenco e comissão técnica do Palmeiras foram dispensados dos treinos, por tempo indeterminado, em 16 de março. Em 1 de abril, começaram as férias coletivas, que acabam hoje. Ainda não há qualquer previsão de volta de treinamentos ou campeonatos.

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