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Andrés Sanchez, presidente do Corinthians

O Corinthians confirmou oficialmente que, em virtude da paralisação de atividades futebolísticas e como parte das medidas que têm sido adotadas para enfrentamento da crise ocasionada pela Covid-19, os jogadores terão a renumeração diminuída em 25% nos salários registrados na carteira de trabalho, que é a base do clube. A medida vale partir do mês de maio, com base na legislação específica aplicável à categoria.

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De acordo com nota oficial, o clube alegou que a medida teve “o apoio integral e irrestrito do grupo”, já que os atletas estariam “sensibilizados pelo momento atípico enfrentado em todo mundo”. Além disso, o clube apontou que os jogadores estão dispostos a manter aberto o canal de negociação, com as medidas sendo reavaliadas, conjuntamente, de acordo com a perspectiva de retomada dos eventos esportivos com a devida autorização das autoridades públicas de saúde.

Anteriormente, o Corinthians já havia anunciado que reduziu em 70% os salários e a jornada de trabalho de seus funcionários. A comissão técnica, vale lembrar, faz parte desse grupo. A decisão foi comunicada a diretores, gestores e demais colaboradores do clube, sendo baseada na Medida Provisória 936, editada no início do mês. Ela determina que quem tiver a jornada e o salário reduzidos receberá um auxílio do governo proporcional ao valor do seguro-desemprego. Em um comunicado enviado aos funcionários, o Corinthians alegou que “as medidas apresentadas são necessárias para a manutenção dos empregos e o pleno funcionamento do clube no retorno das atividades e foram definidas pelos gestores”.

Essa redução , porém, só atingiu aqueles que ganham mais de R$ 3 mil mensais e, inicialmente, a medida tem duração apenas de um mês, retornando os pagamentos normais em junho. Há, porém, a possibilidade de prorrogação por mais 30 dias.

Uma medida parecida com a anunciada hoje pelo Corinthians já tinha sido comunicada pelo rival Palmeiras, que chegou a um acordo com o elenco profissional para redução dos mesmos 25% . A medida também afetou o técnico Vanderlei Luxemburgo, o gerente Cícero Souza e o diretor Anderson Barros. A decisão no alviverde será válida nos meses de maio e junho. O Palmeiras também anunciou mudanças nos pagamentos dos direitos de imagens dos atletas. O pagamento de abril será diluído entre agosto e dezembro de 2020, enquanto que os vencimentos de maio serão pagos nos primeiros seis meses de 2021.

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