Presidente Jair Bolsonaro
Agência Brasil
Presidente Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro confirmou que sugeriu ao Ministerio da Saúde que emita um parecer favorável ao retorno dos jogos de futebol no Brasil, mas sem público e respeitando medidas de biossegurança contra o coronavírus.

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A informação foi publicada pelo GLOBO na terça-feira, quando os clubes e a CBF aguardavam a publicação de uma portaria com a autorização.

Segundo Bolsonaro , a Agência Nacional de Vigilância Sanitária também vai dar respaldo.

"No momento, existe muita gente do meio do futebol que é favorável à volta, porque os empregos estão batendo à porta dos clubes também. Com essa idade, caso seja acometido, a chance de partir para a letalidade é infinitamente mínima, considerando a condição. Eles têm que sobreviver. Muitas vezes tem o pensamento que todo mundo ganha horrores. A maior parte não ganha bem e precisa do futebol para sustentar sua família, ou passam necessidade. No que depender de nós, conversei com o ministro da Saúde, para que o futebol volte sem torcida. Esse parecer deve ser acertado, e a Anvisa também deve dar um parecer nesse sentido — afirmou Bolsonaro, em entrevista à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul, nesta quinta-feira.

Bolsonaro comentou sobre a conversa que teve com o técnico do Grêmio, Renato Gaúcho, de quem é próximo. O presidente consultou o treinador sobre o retorno das atividades, e ouviu dele que o momento não era o ideal.

"A decisão de voltar o futebol não é minha, do presidente da República, mas nós podemos colaborar. Desde lá de trás, quando conversei com o Renato, eu falei: "Por mim, volta". Ele falou: "Há um sentimento entre os jogadores de que não pode voltar agora", porque o povo estava apavorado. Ainda está apavorado. Fizeram uma campanha enorme de terror junto à população no tocante ao vírus. Como se nós pudéssemos ficar livres do vírus, como se o vírus fosse matar todo mundo. Esse vírus é letal para quem tem comorbidade e para quem tem idade avançada. Esses têm que ter um cuidado todo especial — declarou Bolsonaro .

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