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Atacante André Luis, que joga atualmente pelo Daejeon Hana Citizen

Testes em massa; rapidez em identificar e isolar pessoas contaminadas; uso da tecnologia para monitorar os cidadãos infectados; e alerta aos moradores de uma região quando um novo caso aparece entre eles. Essas são algumas das razões do êxito da Coreia do Sul no combate ao coronavírus.

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Com 10 mil casos e 150 mortes, o país segue uma rotina praticamente normal, incluindo no futebol. O atacante brasileiro, André Luis , que tem passe vinculado ao Corinthians até dezembro de 2022, mas, está emprestado ao Daejeon Hana Citizen até dezembro desse ano, segue treinando normalmente com a sua equipe, já que não houve parada por conta do vírus. O campeonato, por sua vez, está suspenso, mas, já tem retorno previsto para 9 de maio.

Em entrevista ao iG , o jogador falou sobre a pandemia em território sul-coreano e a atuação do governo naquele país. “Aqui (na Coreia do Sul) as coisas estão mais controladas, o governo e os órgãos públicos fizeram um bom papel, que deveria servir de exemplo para os outros países”, afirma ele, comentando que nenhuma medida diferente foi tomada, contra o coronavírus, durante os treinos. “Nada muito especial, só o que o mundo vem fazendo mesmo, que é lavar bem as mãos, álcool gel e cuidado ao tossir e espirrar”. Vale lembrar que o país foi elogiado pelo diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, que encorajou as outras nações do mundo a aplicar “as lições aprendidas com a Coreia do Sul”.

Desde janeiro no novo clube, o atacante faz diversos elogios a estrutura do país e fala das dificuldades nesses primeiros meses. “A adaptação está muito boa. O país é muito bom para se morar, pessoas educadas e uma cultura completamente diferente. Ainda não sei o idioma, que é bem difícil. A comida é algo que estou me acostumando, também, mas, já fiz algumas amizades, até pela simpatia dos sul-coreanos”, comenta.

Dentro das quatro linhas o jogador também está tendo que se ajustar ao estilo sul-coreano, que é bem diferente do praticado no Brasil. Com o esporte principal naquele país ainda sendo o beisebol, os locais começaram a se interessar por futebol depois de sediar com o Japão o Mundial de 2022, quando a seleção do país surpreendeu e chegou até as oitavas de final.  “Aqui o jogo é rápido, de muito lançamento e passes longos, tudo para aproveitar esse estilo de jogo deles. Não tem tanta cadência, tanto controle, é quase ataque contra defesa o tempo inteiro, dos dois lados”, explica o jogador.

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André Luis começou a aparecer no futebol pelo Santa Cruz. Em 2017, foram 57 jogos e cinco gols pela equipe pernambucana. No ano seguinte, foi comprado pelo Cianorte-PR, time, no qual, fez 14 partidas e três gols, sendo logo emprestado à Ponte Preta, equipe que se destacou com 11 gols em 35 aparições no Campeonato Brasileiro da Série B. Diante do bom momento, o atacante chegou com moral ao Timão, que pagou cerca de R$ 2 milhões ao Cianorte (dono de 100% dos direitos econômicos).

Nos primeiros jogos do ano, o amistoso contra o Santos e as partidas contra São Caetano e Guarani, pelo Paulistão, André Luis começou jogando, porém, acabou substituído em todos eles, e foi perdendo espaço. Questionado, na época, o então técnico Fábio Carille alegou que o jogador era “um garoto” que seria trabalhado para voltar a ter oportunidades, mas, mesmo assim, acabou atuando somente mais duas vezes.

Emprestado ao Fortaleza após a disputa do Campeonato Paulista, marcou duas vezes em 25 partidas pela equipe nordestina. Sobre a curta passagem pelo Corinthians e os poucos jogos para mostrar o seu futebol, o atacante prefere não entrar em polêmica e se mostra aberto para uma possível volta. “Acredito que tudo acontece porque precisa acontecer. Não tenho mágoa nem nada. Fui feliz no Corinthians e um dia quem sabe eu não seja mais ainda. O futuro a Deus pertence”, conclui.

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