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Bruno Haddad/Cruzeiro
Saulo Froés, presidente do Núcleo Dirigente Transitório do Cruzeiro

Rebaixado à Série B do Campeonato Brasileiro, o Cruzeiro vive um período de turbulência que parece não ter fim. Nesta sexta-feira (10), por meio de uma nota oficial, o clube mineiro divulgou um balanço do “Núcleo Dirigente Transitório” e os números negativos são significativos. Dentre todos os problemas enfrentados pelo Cruzeiro, destacam-se as dívidas , que já ultrapassaram R$ 800 milhões .

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Necessitando reduzir gastos urgentemente, a Raposa já demitiu 98 funcionários. Com isso, o clube deverá economizar cerca de R$ 25 milhões por ano.

Na nota oficial, o clube relaciona todas as medidas que estão sendo tomadas para a reestruturação da instituição. Confira na íntegra:

O Núcleo Dirigente Transitório, responsável pela gestão do Cruzeiro desde o dia 23 de dezembro, divulgou nesta sexta-feira, 10 de janeiro, um balanço das atividades que vêm sendo feitas para a reestruturação do Clube. Neste curto período, incluindo o recesso de fim de ano, o núcleo de gestores vem tentando encontrar soluções e buscar recursos para resolver os problemas imediatos nesta fase de transição, e que possibilitem a sustentabilidade do Cruzeiro neste novo cenário.

Entre as ações estão:

- 98 funcionários (entre CLT e PJ) já foram demitidos, em processo que ainda está em andamento, e a economia estimada até agora é de 25 milhões/ano;

- Mais de 50% da frota de veículos do Clube será vendida, restando somente os essenciais;

- Está sendo feito um levantamento geral de todos os departamentos, para analisar situações que ainda possam gerar mais economia;

- O Clube tem realizado um estudo para um melhor aproveitamento dos imóveis, com redução de custos e visando rentabilidade. Para isso são avaliados todos os aspectos jurídicos e fiscais.

O presidente do núcleo gestor, Saulo Fróes, explicou as dificuldades encontradas. “Tínhamos um orçamento que no ano passado era de 350 milhões e agora caiu para 80 milhões. Em resumo, é uma situação muito complicada. E a cada dia que passa nós temos uma surpresa, com contratos fora da realidade, que prejudicam o Cruzeiro e nos colocam em uma situação de vulnerabilidade. As dívidas, que inicialmente estavam orçadas em 700 milhões, hoje já ultrapassaram 800, e ainda não é um número preciso, porque a cada hora vão aparecendo mais coisas”, avaliou Fróes, destacando as ações que já foram implementadas até o momento.

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“Mas doa a quem doer. Todas as irregularidades que foram cometidas na gestão passada serão levadas à justiça e o Cruzeiro está aberto para as autoridades a qualquer hora. Este conselho gestor não compactua com nenhum tipo de irregularidade. Estamos cobrando das autoridades, para saber do andamento dos processos”, lembrou.


“Temos que ser realistas. A nossa prioridade hoje é dar condição para que o Clube consiga sobreviver, para depois almejar algo mais lá na frente. Estamos iniciando um processo longo de reconstrução, a retomada de uma instituição gigantesca como o Cruzeiro. O torcedor é a peça mais importante neste processo para ajudar na reconstrução do Clube e ele precisa acreditar nisso: é difícil, mas o Cruzeiro vai se reerguer. O programa de sócios já está em fase bem adiantada, vamos lançá-lo nos próximos dias, e estamos estudando outras maneiras também para que o torcedor consiga ajudar o Cruzeiro”, afirmou Saulo.

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