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Mandato de Leco termina em dezembro de 2020, mas um grupo de conselheiros elaborou um pedido com 50 assinaturas pedindo impeachment

Lance

Um grupo de conselheiros do São Paulo elaborou um pedido de impeachment do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, cujo mandato termina em dezembro de 2020. A informação foi divulgada inicialmente pelo Globo Esporte.

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Rubens Chiri/Divulgação
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O requerimento que será protocolado no Conselho Deliberativo tem 50 assinaturas (o órgão tem 240 membros no total) e se baseia em suposta "gestão temerária de Leco" , sob o argumento de o orçamento está estourado em mais de 5% - o clube registrou déficit de R$ 76,5 milhões entre janeiro a agosto e, em relatório entregue a todos os seus conselheiros, admitiu a necessidade de vender jogadores para normalizar a situação.

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Outro ponto citado no documento é a celebração de documentos sem a anuência prévia do Conselho Deliberativo. Em 2 de julho de 2019, o órgão votou para aprovar empréstimos bancários que o clube já havia acertado anteriormente.

A diretoria acredita que os argumentos são improcedentes. Primeiro pelo fato de ainda ser possível cobrir o rombo no orçamento até o fim do ano - a expectativa é arrecadar pelo menos R$ 80 milhões em vendas de jogador, possivelmente de Antony, que desperta interesse na Alemanha. Depois porque, segundo os pares de Leco, tanto o Conselho de Administração quando o Conselho Deliberativo aprovaram ainda no ano passado a busca por empréstimos bancários em caso de necessidade.

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O presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Abranches Pupo Barboza, agora precisa analisar o pedido e decidir se dá prosseguimento ao processo. O Estatuto prevê a convocação de uma assembleia geral do Conselho no prazo de 30 dias para que o impeachment seja votado. Leco ficaria suspenso até a realização desta reunião e perderia o mandato em caso de aprovação de pelo menos dois terços do total de Conselheiros - ou seja, 160 votos a favor da destituição, o que é considerado bastante improvável devido à grande quantidade de grupos de situação. Em caso de impedimento, quem assume é o vice-presidente: hoje, Roberto Natel.

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