Tamanho do texto

Alvinegro acredita que pode ser isento desse pagamento e citou o casos similares de outros clubes, como São Paulo e Athletico-PR

Sede do Corinthians, na zona leste de São Paulo arrow-options
Site oficial
Sede do Corinthians, na zona leste de São Paulo

A PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) cobrou uma dívida do Corinthians que ultrapassa a marca de meio bilhão de reais - mais precisamente R$ 566 milhões. O valor ultrapassa toda receita líquida do clube registrada no ano passado, que é de R$ 446 milhões.

Clique aqui e saiba como assistir aos jogos do Corinthians na Copa Sul-Americana de graça

As informações são da Folha de S. Paulo , que teve acesso ao extrato de cobrança ao Corinthians . A Procuradoria não detalha origem e nem data, mas revela que elas são tributárias, de Imposto de Renda, CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), PIS e Cofins.

De acordo com a reportagem, os valores cobrados estão separados em oito inscrições junto à União e não incluem pagamentos já acordados em refinanciamento de dívidas, como o Profut (Programa de Modernização da Gestão de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro), de 2015, por exemplo.

O clube paulista, através de uma nota oficial, disse que se considera isento do pagamento das cobranças e afirma que outros clubes, como Athletico-PR e São Paulo , obtiveram vitórias ao contestarem a cobrança.

Leia também: Prefeitura de São Paulo cobra mais de R$ 28 milhões do Corinthians

"Entendimento similar ao do clube extinguiu cobrança movida pela União contra o Club Athletico Paranaense, depois de decisão da Câmara Superior de Recursos Fiscais do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) em 2018", disse o Corinthians.

"Mais recentemente, o Carf julgou procedente a isenção dos mesmos tributos do São Paulo Futebol Clube em cobrança de mesma natureza no início de 2019”, completou o clube alvinegro, que espera alcançar o mesmo desfecho favorável já obtido por outros clubes.

Vilson Romero, coordenador de Estudos Socioeconômicos da Anfip (Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal do Brasil), disse que existem diversos posicionamentos do Carf sobre o tema, contrários e favoráveis aos clubes.

Segundo Romero, a classificação das agremiações de futebol como entidades sem fins lucrativos é questionável pelo fato de elas movimentarem altas quantias de dinheiro com transações de jogadores, por exemplo, e outras receitas.

Leia também: Nova camisa do Corinthians é detonada por torcedores nas redes sociais

No ano passado, o Corinthians teve uma receita de R$ 118 milhões com a venda de jogadores. Na previsão orçamentária para este ano de 2019, o clube espera arrecadar R$ 50 milhões com a negociação de atletas.

Além das cobranças da União, o clube alvinegro tem débitos pendentes com a Prefeitura de São Paulo - são oito execuções fiscais na Justiça contra o Corinthians . Só na dívida ativa do governo municipal, o clube tem mais de R$ 40 milhões para pagar —R$ 37,5 milhões em valores cobrados de IPTU e pelo menos R$ 3,1 milhões em multas ambientais cobradas pelo município.