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Torneio disputado no Pacaembu foi a primeira competição de Pia Sundhage no comando da amarelinha; confira um resumo da partida

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Reprodução/ Twitter
Seleção feminina ficou com o vice campeonato do Torneio Uber Internacional depois de perder nos pênaltis para o Chile por 5 a 4

Lance


Após um 0 a 0 no tempo normal, a Seleção Brasileira Feminina foi derrotada nos pênaltis pelo Chile e ficou com o vice-campeonato do Torneio Uber Internacional. Apesar do controle do jogo nos noventa minutos e das três cobranças defendidas pela goleira Aline Reis, a pontaria das brasileiras não estava em dia e a derrota por 5 a 4 na disputa foi inevitável.

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Com as sete alterações promovidas por Pia em relação à vitória sobre a Argentina, na última quinta-feira (29), a seleção feminina do Brasil não teve o mesmo rendimento e sentiu falta, principalmente, de Tamires pela lateral esquerda.

Além disso, o último passe não saiu como esperado e as finalizações não estavam afiadas. Nesse cenário a decisão teve de ir para os pênaltis.

Chuva e poucas chances

O jogo começou com o Brasil indo para cima do Chile , mas encontrava um adversário difícil de ser batido: a chuva e o campo encharcado. Mas mesmo assim teve uma boa chance para abrir logo aos dois minutos, com Bia Zaneratto, mas a goleira Endler evitou.

Com o campo impraticável, a qualidade da partida caiu vertiginosamente, com mais briga do troca de passes. Andressa Alves conseguiu um espaço para sair na cara do gol, mas Soto fez a falta para evitar o lance de perigo. A chilena só levou o amarelo, apesar das reclamações das brasileiras.

Conforme a chuva foi diminuindo, o futebol foi voltando aos poucos. O Chile assustou com um belo chute de Lara, mas Aline Reis fez linda defesa. Ludmila, que havia acabado de entrar, fez grande jogada em velocidade pela direita e cruzou para trás, porém Bia Zaneratto perdeu chance incrível pouco antes do apito final do primeiro tempo.

Mudanças no intervalo e chance na volta

Pia Sundhage promoveu duas alterações para o segundo tempo: Chú no lugar de Millene e Luana no lugar de Aline Milene. E a aposta quase deu certo quando aos cinco minutos Chú arriscou chute de fora da área e obrigou a goleira Endler a fazer mais um boa defesa.

Assim que Ludmila pegava na bola, o público do Pacaembu já se agitava, uma vez que era com ela que as melhores chances nasciam, no entanto a insistência das jogadoras era por alguns chuveirinhos, que facilitaram a vida da zaga chilena. A verdade é que durante praticamente todo o segundo tempo, o Brasil não assustou as adversárias.

Susto no fim e caminho para os pênaltis

Enquanto o Brasil não transformava seu controle em chances de gol, o Chile quase abriu o placar em um lance de infelicidade da zaga brasileira. Após cruzamento para a área, Formiga desviou a bolta bateu em Bruna e quase entrou.

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Seleção feminina do Brasil aperta antes dos pênaltis

Faltando pouco tempo para acabar o jogo, as brasileiras ainda tiveram duas boas oportunidades para vencer ainda no tempo normal, mas mais uma vez a finalização não saiu como o esperado e a partida foi para os pênaltis.

FICHA TÉCNICA
BRASIL 0 (4) X (5) 0 CHILE
Local:
Pacaembu, São Paulo (SP)
Data-Hora: 1/9/2019 - 13h
Árbitro: Deborah Cecília (BRA)
Auxiliares: Daiane Caroline (BRA) e Leila Nayara (BRA)
Público/renda: 15.047 pagantes/R$ 174.073,00
Cartões amarelos: Soto e Sáez (CHI)
Cartões vermelhos: -
Gols: -
Pênaltis: Raquel (perdeu), Mônica (marcou), Chú (marcou), Bia Zaneratto (marcou), Luana (perdeu), Bruna Benites (perdeu), Fabiana (marcou) e Joyce (perdeu) (BRA)
Lara (marcou), Balmaceda (marcou), Hidalgo (marcou), Pardo (perdeu), Endler (perdeu), Roa (perdeu), Aedo (marcou) e López (marcou) (CHI)

BRASIL: Aline Reis; Fabiana, Bruna Benites, Mônica e Joyce; Formiga, Aline Milene (Luana, no intervalo), Debinha (Ludmila, aos 38'/1ºT) e Andressa Alves (Raquel, aos 19'/2ºT); Millene (Chú, no intervalo) e Bia Zaneratto. Técnico: Pia Sundhage.

CHILE: Endler; Toro, Soto, Sáez e Lara; Pardo e Mardones; Balmaceda, López (Hidalgo, aos 22'/2ºT) e Aedo; Torrealba (Roa, aos 13'/2ºT) . Técnico: José Henríquez.