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José Carlos Peres fala em manobra estatutária contra ele em reunião que deu prosseguimento ao processo de seu impeachment da presidência

Processo de impeachment do presidente do Santos foi aprovado nesta segunda-feira (10)
Reprodução / Santos
Processo de impeachment do presidente do Santos foi aprovado nesta segunda-feira (10)

José Carlos Peres , presidente do Santos, não se dá por vencido e em nota oficial no site do clube se manifestou pela primeira vez após a votação do processo de impeachment . Peres disse no texto publicado esta tarde que “mesmo com todos os acordos, conchavos, golpismo e grande investimento em panfletos a votação só foi conclusiva por manobra estatutária”.

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O presidente do Santos rotulou a “manobra estatutária como um capítulo triste na história do clube. Peres ainda acusou atuais funcionários do Santos de “golpismo e traições internas” por entender que “estes funcionários tem claros e conhecidos laços políticos” e que “a boca de urna também foi comandada pelas mesmas pessoas”, sem citar nomes.

José Carlos Peres reclamou, na mesma nota, que o ex-funcionário, conhecido como Luizinho Hotshows, que se jogou na frente do carro na saída dele após reunião “se declarou ex-bandido disse mentiras à imprensa e foi demitido (há trinta dias) do marketing justamente por ser uma pessoa covarde e perigosa”.

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Luizinho Hotshows disse, após ter protestado se atirando no carro do presidente, que “Peres  demitiu porque ele era contra as coisas erradas que vinham sendo feitas no clube”.

No encerramento do texto oficial redigido pelo próprio presidente ele relata que “está forte e esperançoso em contar com o apoio dos sócios, o verdadeiro torcedor santista”.

“Lutarei até o final, não por vaidade ou apego ao poder, mas por senso de justiça e pensando sem pré num Santos grande, nacional, mundial e não amarrado a interesses provincianos e espúrios”.

Depois da aprovação de dois terços dos conselheiros em acatar os pereceres da Comissão de Inquérito e Sindicância o presidente do Conselho Deliberativo, Marcelo Teixeira, que não viu manobra estatutária na decisão dos conselheiros, tem até 30 dias para convocar assembléia geral onde os sócios vão referendar ou não a decisão do órgão.

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Teixeira já avisou que pretende convocar o associado para o dia 29 deste mês. O impedimento de José Carlos Peres como presidente do Santos só será definido se  50% dos votos válidos mais forem a favor do impeachment.

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