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Com despesas de R$ 1,4 bilhão em transferências no ano passado, a liga chinesa atingiu o quinto lugar dos que mais gastaram com novos nomes

Oscar, Hulk e Elkeson, jogadores brasileiros do Shanghai SIPG
Reprodução/ Twitter Oscar
Oscar, Hulk e Elkeson, jogadores brasileiros do Shanghai SIPG

A Fifa divulgou o relatório anual de Sistema de Transformação de Mercado de 2016 e registrou número recorde de 14.591 transações internacionais. Os valores com transferências de jogadores entre clubes membros da entidade atingiram R$ 14,9 bilhões, 14,3% a mais que em 2015.

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Assim como nos últimos anos, o futebol europeu dominou o mercado de jogadores com 82,1% das taxas de transferências de 2016, desbancando R$ 12,2 bilhões. Seguido da federação asiática (R$ 1,7 bilhão), sul-americana (R$ 568,8 milhões), norte-americana (R$ 348,2 milhões) e africana (R$ 30,5 milhões). Com apenas oito transações, os times da federação da Oceania não tiveram nenhuma contratação que envolvesse valores.

A China ganha destaque na lista, responsável em colocar a confederação asiática de futebol na segunda posição. Com gastos de R$ 1,4 bilhão, a liga chinesa trouxe boleiros de todo o mundo para o país e agora ocupa o quinto lugar dos que mais gastaram em 2016. Além disso, o valor representa 344% a mais que os gastos feitos por clubes da liga africana.

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Os campeonatos que mais gastaram com jogadores em 2016:

1º campeonato inglês: R$ 4,27 bilhões
2º alemão: R$ 1,79 bilhão
3º espanhol: R$ 1,58 bilhão
4º italiano: R$ 1,57 bilhão
5º chinês: R$ 1,4 bilhão
6º francês: R$ 647 milhões
7º português: R$ 555 milhões
8º russo: R$ 355 milhões
9º belga: R$ 310 milhões
10º brasileiro: R$ 265 milhões

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"Um dos objetivos-chave que impulsiona as transferências chinesas é de elevar o padrão do futebol no país, para ajudar a equipe nacional a chegar à Copa do Mundo pela segunda vez na história, desde sua estréia em 2002", disse o relatório.

A seleção nacional ainda busca a classificação para a Copa de 2018, na Rússia. Depois dos altos investimentos e contratações, as autoridades da Associação Chinesa de Futebol colocaram restrições para estrangeiros.

Segundo a entidade de Gianni Infantino, os gastos chineses com jogadores "dispararam" e o crescimento foi "sem precedentes". A façanha é uma consequência da implementação e estímulo de Xi Jinping, o presidente da China, ao futebol no país.

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