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De acordo com os promotores, o funcionário "não observou as informações necessárias referentes a um plano de voo internacional do transporte de passageiros"

Avião da LaMia caiu por falta de combustível e matou quase todos os jogadores da Chape
Reprodução
Avião da LaMia caiu por falta de combustível e matou quase todos os jogadores da Chape

O técnico aeronáutico boliviano Joons Miguel Teodovich Ponce teve a prisão decretada pela Procuradoria-Geral da Bolívia. Isso se deu por conta das investigações pelo acidente aéreo da companhia LaMia que caiu na Colômbia, no dia 29 de novembro, e deixou 71 pessoas mortas, entre elas quase todo o elenco da Chape , além de seis feridos.

O promotor da região de Santa Cruz de La Sierra, de onde partiu o avião da Chape , Freddy Larrea Melgar, afirmou que Miguel Teodovich prestou depoimento para os investigadores responsáveis pelo caso na Bolívia e recebeu notificação da ordem de prisão depois de ser ouvido, de acordo com a Procuradoria-Geral.

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Teodovich era supervisor da Administração de Aeroportos e Serviços de Navegação Aérea (AASANA). De acordo com os promotores, o funcionário "não observou as informações necessárias referentes a um plano de voo internacional do transporte de passageiros", conforme é dito por meio de nota.

Larrea Melgar disse que o Ministério Público acusará Ponce pelo crime de "lesões gravíssimas, homicídio culposo, desastre em veículos de transporte aéreo".

Na mesma empresa, a AASANA, trabalhava a técnica de voo Celia Castedo, responsável por revisar o plano de voo do avião da LaMia, porém, logo após a tragédia, ela deixou a Bolívia e pediu asilo no Brasil. Ela foi ouvida no país pelas autoridades colombianas que investigam o caso.

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Os promotores a acusaram pelo crime de descumprimento de deveres e ela foi responsabilizada pelas autoridades bolivianas por parte do acidente. Ela chegou a fazer as observações do plano de voo, mas, ainda assim, a aeronave decolou.

Outros presos

Após as investigações preliminares na Bolívia, o diretor-geral da LaMia, Gustavo Vargas Gamboa, e seu filho, Gustavo Vargas Villegas, foram presos. O primeiro foi acusado de diversos crimes, como o de homicídio culposo. O segundo, era diretor de registro da Aeronáutica Civil da Bolívia (DGAC) e autorizou a importação e a matrícula do avião da empresa.

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