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Melhor técnico do país precisa ser lembrado na seleção o quanto antes

Renato Gaúcho
Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Renato Gaúcho

Um jogador fora de série. Marrento, provocador com a bola no pé e com a língua afiada. Um craque que sempre gostou de provar algo a alguém. Vencedor, inteligente, habilidoso, genial e decisivo. Esse é Renato Portaluppi, o Renato Gaúcho que talvez tenha sido injustiçado na Seleção do saudoso Telê Santana, que talvez tivesse um lugar maior do que teve como jogador.

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Renato Gaúcho em ação pelo Grêmio em 1983
Arquivo iG Esporte
Renato Gaúcho em ação pelo Grêmio em 1983

Hoje e já faz um tempo, na minha opinião e de tantos outros, Renato Gaúcho é disparado o melhor técnico brasileiro da atualidade. Campeão de quase tudo, pegou um time de "refugos" que não andava nas mãos de Roger Machado e levou o time às conquistas da Copa do Brasil, Gaúchão e Copa Libertadores, a menina dos olhos dos clubes nacionais.

Renato Gaúcho levanta o troféu da Copa Libertadores de 2017
Lucas Uebel/Grêmio
Renato Gaúcho levanta o troféu da Copa Libertadores de 2017

Renato que muitas vezes é menos prestigiado que as curvas de sua linda filha Carol, certa vez disse que não precisava fazer cursos, estudar para ser um grande treinador. Ele disse que “manjava” do riscado e que sabia o que estava fazendo. Falou, polemizou e cumpriu.

Em 2008, foi vice da Libertadores com o Fluminense, perdendo nos penais para a equatoriana LDU do argentino Edgardo Bauza. De lá para cá se foram vários trabalhos, bons, médios e ruins. Mas Renato nunca abdicou do futebol ofensivo, de bola no pé, aproximações e jogo apoiado para triangulações e tabelas visando a quebra das linhas defensivas adversárias. Futebol moderno ou não?

Renato Gaúcho em 2008, no Fluminense
Arquivo iG Esporte
Renato Gaúcho em 2008, no Fluminense

Futebol moderno sim, futebol total que nem sempre resultam na vitória ou no título. Mas que é bonito de se ver, ah isso é...

Time de “refugos”, com o maior respeito, Renato fez todos jogarem o que podem ou não podem. Quem apostaria em Maicon (que a torcida do SPFC apelidou de “Feijoada”), Cortez (o lateral-esquerdo que comemorou o casamento num restaurante popular árabe), Cícero (que não está mais no clube e que foi largado pelo tricolor paulista); só para citar esses três.

Maicon é um dos homens de confiança de Renato Gaúcho no Grêmio
Divulgação
Maicon é um dos homens de confiança de Renato Gaúcho no Grêmio

O Grêmio tem um orçamento menor do que outros grandes clubes, especialmente do eixo Rio-SP, mas tem muita organização e sabe bem como gastar seus recursos. Uma bela administração, uma transição muito, mas muito bem-feita dos jogadores da base para o time profissional, Thiago Gomes é o treinador responsável por esse trabalho.

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O Tricolor gaúcho revela grandes talentos como o Everton Cebolinha, Jean Pierre, Matheus Henrique, Victor Bobsin e Pepê, para citar apenas alguns deles. Da conquista da Liberta para cá, perdeu outros como Artur e Ramiro e já tinha perdido Pedro Rocha. O “Imortal” com sua Arena montou uma “legião” que nas mãos de Renato se tornou um timaço.

Everton Cebolinha, cria de Renato Gaúcho no Grêmio
Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Everton Cebolinha, cria de Renato Gaúcho no Grêmio

Uns podem questionar o planejamento, o clube deixou de lado o Brasileirão nos últimos anos, colheu mesmo assim, importantes frutos com suas conquistas. Jogou o Mundial de igual para igual contra o Real Madrid de Cristiano Ronaldo e cia, perdeu, mas caiu de pé. 

Renato reinventa o jeito do Grêmio jogar, perde nomes, outros chegam e ele trabalha bem, e como trabalha!

Renato Gaúcho dá orientações ao time do Grêmio na final do Mundial de Clubes contra o Real Madrid
Fotos Públicas
Renato Gaúcho dá orientações ao time do Grêmio na final do Mundial de Clubes contra o Real Madrid

O time continua competitivo e candidato a tudo nos cenários nacional e internacional. 

Renato fala o “boleirês”, entende os jogadores temperamentais, tem todas as condições de fazer Neymar ser decisivo de fato, não só nas campanhas publicitárias. Alguém duvida disso? Eu Não! 

O Gaúcho pode transformar o estilo de jogo da seleção brasileira e ganhar jogando bonito. Já provou que pode fazer isso. O que mais Renato Portaluppi precisa fazer para convencer a CBF de que merece uma chance para dirigir o Brasil? Há anos que nossos treinadores que chegam lá são gaúchos: Tite, Felipão, Mano Menezes e Dunga. Será que já não passou da hora, do mais Gaúcho de todos assumir o Brasil?

Renato Gaúcho e a filha Carol Portaluppi
Lucas Uebel/Grêmio FBPA
Renato Gaúcho e a filha Carol Portaluppi



Dica do Narrador

Converse sempre com seus companheiros de transmissão com antecedência. O entrosamento entre todos é fundamental para o bom trabalho da equipe.

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