Foi um jogo de arrepiar no Nilton Santos. Botafogo e o antigo  líder  São Paulo procuraram o gol insistentemente. Saulo - goleiro dos cariocas - evitou o terceiro Tricolor. Primeiro com Rojas. Depois com Diego Souza. Os paulistas se abriram e jogaram para frente. Diego Aguirre é um grande treinador e não pode ser criticado por perder o topo. Ele fez seu grupo criar esperanças. Chegou ao Morumbi para comandar uma equipe desacreditada, sem confiança e em péssima fase. Em pouco tempo, surpreendeu. Agora oscila. 

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Mas todos oscilam. A tabela mostra isso. Palmeiras , Inter, São Paulo e Grêmio têm times nivelados. O novo líder Verdão tem elenco melhor. E mostra isso - evidentemente - jogando a competição com seu segundo time. Talvez os reservas alviverdes sejam melhores do que os titulares. A zaga e as laterais certamente são. Lucas Lima é mais técnico do que qualquer meia do primeiro escrete. É mais técnico do que Moisés e do que o volante Bruno Henrique. E é melhor que Guerra - opção de Scolari no meio tempo da eliminação na Copa do Brasil.

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Dudu deu duas assistências na vitória do Palmeiras em cima do Cruzeiro

São Paulo e Inter não têm muitas opções. Seus bancos não são valiosos e confiáveis. Sem Éverton, Aguirre não tem reposição. O Inter de Odair Hellmann faz campanha surpreendente. O jovem treinador recuperou jogadores como Damião e D'Alessandro. O ótimo Cuesta tem bom destaque. É um time equilibrado da defesa ao ataque. Não um elenco equilibrado. Ganhou na garra do fraco Vitória, que apenas briga contra o rebaixamento. A diferença dos líderes é a série de opções que o novo primeiro colocado oferece.

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Botafogo e São Paulo procuraram gols insistentemente


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Não sei como Felipão vai agir depois de certo tempo. Se vai premiar os reservas com a maioria dos minutos. Ou se vai escalar os considerados titulares em duelos importantes. Sábado, por exemplo. Quando o Verdão atua diante do São Paulo no Morumbi. Scolari terá de decidir entre o seu grupo ideal e entre o seu grupo alternativo . E os dois têm o mesmo nível. Não há grande diferença entre os escretes. Nada de fenomenais ou desequilibrantes, mas são boas opções.

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Se tem um mérito até aqui, o principal é a motivação das peças. Alternando as escalações de competição para competição, Felipão deu nova alma ao Palmeiras. O alviverde joga todos os campeonatos como se fosse final de Copa do Mundo. Os valiosos atletas tentam insistentemente mostrar importância quando têm chances. E as chances acontecem. O que não era comum com o moderníssimo Roger Machado. Nem tudo que é moderno - ou se diz moderno - é bom e eficiente. Scolari é - sobretudo - um grande gestor de grupo. E lida bem com os dois grupos que vestem verde. Sabe motivar.

O novo líder  Palmeiras alcançou o topo. Terá de driblar a oscilação, que tem desarmado seus principais concorrentes. A oscilação é a cara do equilíbrio. E é o marcador mais implacável do equilibrado futebol brasileiro. 

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