Tamanho do texto

O Tricolor venceu o Vasco no Morumbi e é líder do Brasileirão. Eu - assim como muita gente - errei o meu palpite quando o técnico foi contratado

Eu não imaginava o poder de reação do atual São Paulo. Fui o primeiro a queimar a língua quando o clube contratou Diego Aguirre. Queria Cuca. Não via grandes trabalhos do uruguaio ou algo que o credenciasse ao cargo. Enxergava Aguirre semelhante a Dorival Júnior. Enxergava em Aguirre alguém distante do futebol brasileiro. Alguém que não conseguiria fazer o Tricolor ser colocado de volta aos trilhos. Amigos, eu errei.

Errei feio no sistema defensivo. A última linha de quatro é uma das mais confiáveis do Brasil. Bem montada, pronta para evitar atacantes de todos os tipos e habilidades. É ali, talvez, a principal força do time. Até Sidão fica melhor - ou menos pior - com tanta gente boa e junta impedindo que a bola chegue ao seu gol. Os volantes acertaram e têm dado o tom. É, ao lado do Flamengo, o favorito natural ao título

Leia também: São Paulo vence com gols de gringos

Eu errei com Nenê. No começo, quando foi contratado, acreditei. Mas depois passei a duvidar. Via Nenê passado, cansado, desencanado. Justamente - até - bem colocado no banco de reservas. E eis o meu principal erro: Nenê é a cara do atual São Paulo , que tem sido cada vez mais a cara do que merece o histórico São Paulo. O Morumbi voltou a sorrir. Diante do meu engano e do chute fora de tanta gente por aí, amigos, o Morumbi voltou a sorrir. A sorrir com Nenê, principalmente.

Leia também: Romero aprendeu a jogar futebol no Corinthians

Errei, também ao escrever aqui no iG que Diego Souza não tinha condições de jogar de centroavante. Que ele é meia, que ele não tem presença de área, que ele não tem agilidade. Eu errei. Errei escrevendo, falando, gesticulando. Errei lembrando Hernanes, Raí, Ceni. Errei comparando com Kaká, Falcão e Mineiro. Fui injusto. Fui idealista. Mas fui, principalmente, prematuro. Fui prematuro e o São Paulo ressurgiu quando quase ninguém acreditava. O São Paulo ressurgiu, amigos. Forte e grande, como diz seu hino.

Leia também: Palmeiras empata com o América-MG

Ontem, pela última vez, eu errei quando Militão cruzou. E quando Rojas aproveitou. E errei quando Tréllez cabeceou. Mas não erro mais. Suas glórias são do presente, Tricolor. E eu acredito em você. Você voltou a acreditar em você.