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Ex-campeão dos penas (66 kg) e dos leves (70 kg) do UFC está mais ativo nas redes sociais do que nunca, provocando seus rivais e desafetos

Connor McGregor
Divulgação/UFC
Connor McGregor

Conor McGregor e Khabib Nurmagomedov protagonizaram, em outubro de 2018, um dos episódios mais lamentáveis da história do MMA. Depois de vencer seu rival, o russo pulou o octógono e saltou em direção aos córneres do irlandês, a fim de agredir um deles.

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Ao mesmo tempo, seus amigos e companheiros de treino entraram no cage para bater em Conor McGregor . No fim, três pessoas detidas e os dois lutadores suspensos – Conor até abril, Khabib até julho. A três dias do fim da primeira punição, esperava-se que McGregor mostrasse alguma consciência.

Não mostrou. Muito pelo contrário.

Recém-"aposentado" – ninguém acredita, por isso as aspas –, o ex-campeão dos penas (66 kg) e dos leves (70 kg) do UFC está mais ativo nas redes sociais do que nunca. Alfinetou José Aldo, fez propaganda de sua marca de uísque, provocou o desafeto e ex-boxeador Paulie Malignaggi... Mas, claro, voltou-se ao seu alvo preferencial: Khabib Nurmagomedov .

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O problema é que McGregor, embora extremamente habilidoso com as palavras, frequentemente passa do limite do aceitável quando o assunto é o russo. Mesmo assim, os dois vinham trocando farpas pelo Twitter e até animavam os que ainda têm paciência com a rivalidade entre eles.

Mas, outra vez, Conor pisou em território perigoso: a religião. Em resposta a um tweet do russo, McGregor postou uma foto de Nurmagomedov com a esposa e disse que ele é casado com uma toalha – em uma referência ao véu que cobre o rosto das mulheres muçulmanas.

O que para muitos ocidentais foi uma mera piada, para os adeptos da religião é uma ofensa grave. Prova disso é a resposta de Khabib, que, nitidamente irritado, também cruzou uma barreira, chamando McGregor de "estuprador" por causa de uma acusação de assédio sexual pela qual o irlandês não foi sequer julgado – e, assim, não pode ser condenado pelo tribunal das redes sociais.

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Embora na briga generalizada do ano passado tenha sido Khabib quem iniciou a pancadaria, é inegável que as ofensas proferidas por McGregor – que também trataram de religião – nos meses anteriores à luta foram determinantes para o acontecido.

Durante o confronto, em Las Vega (EUA), vendo o ódio nos olhos do adversário que o dominava, Conor chegou a pedir calma e dizer, sucintamente, que seu comportamento era motivado apenas pelos negócios. Cego pela raiva, Nurmagomedov ignorou o discreto pedido de desculpas e, depois, começou a confusão.

Conor McGregor parece estar plantando exatamente a mesma semente. E já vimos que nada de bom surge dela.

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